Saúde

Ministério da Saúde certifica profissionais do curso de Inteligência Artificial em Vigilância em Saúde

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O Ministério da Saúde (MS) realizou, entre os dias 29 a 31 de outubro, a Cerimônia de Certificação do Curso de Introdução à Inteligência Artificial para Predições em Vigilância em Saúde e Ambiente, iniciativa do Programa de Fortalecimento da Epidemiologia (PROFEPI). O evento aconteceu na capital federal e reuniu profissionais das 27 unidades federativas que participaram da primeira turma, além de professores, tutores, convidados, autoridades da Pasta, entidades representativas do Sistema Único de Saúde (SUS) e instituições parceiras.

O objetivo do encontro foi promover a integração e o intercâmbio de experiências entre os cursistas, a partir da conclusão e apresentações dos trabalhos finais desenvolvidos com uso do chamado aprendizado de máquina (machine learning, em inglês) – ramo da inteligência artificial que ensina os computadores a aprender com os dados e a tomar decisões por conta própria, sem que precisem ser programados para cada tarefa. A formação fortalece as ações de vigilância em saúde no âmbito do SUS, tem duração total de 80 horas, com aulas síncronas e assíncronas, e encerramento presencial do último módulo. Entre os temas falou-se sobre aplicações da Inteligência Artificial (IA) – como algoritmos para prever surtos de doenças – processamento e análise de dados e fatores ambientais.

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Representando o MS, participaram das programações, o diretor do Departamento de Ações Estratégicas de Epidemiologia e Vigilância em Saúde e Ambiente, Guilherme Werneck; a coordenadora-geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços, Vivian Gonçalves; e a diretora do Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não-Transmissíveis, Letícia Cardoso. Representando outros órgãos, estiveram presentes o representante do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, Fernando Avedanho; o consultor da OPAS/OMS, Wildo Navegantes; e o coordenador do curso, Alexandre Chiavegatto Filho.

Segundo Vivian Gonçalves, trata-se de um momento de disseminação do conhecimento, que será útil aos estados e municípios. “A finalização deste curso é um marco para o PROFEPI, pois, pela primeira vez, tivemos cursistas de todas as unidades da Federação participando. É uma alegria ver todo o Brasil representado e os trabalhadores e trabalhadoras voltando aos seus territórios, sendo capazes de replicar e articular parcerias para a utilização consciente da inteligência artificial, a partir de perguntas e lacunas de evidências importantes para os serviços”, argumentou.

Durante o cronograma proposto, a coordenadora apresentou, ainda, a palestra “O Programa de Fortalecimento da Epidemiologia nos Serviços de Saúde”, que abordou iniciativas e resultados voltados ao aprimoramento das práticas epidemiológicas no SUS. O evento foi encerrado com a entrega dos certificados aos trabalhadores que concluíram a turma inaugural do curso, reconhecendo o empenho e a contribuição de cada participante para o fortalecimento da vigilância em saúde e do uso de tecnologias inovadoras na gestão pública.

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Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Brasil e México avançam na cooperação em saúde entre os dois países

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Durante visita ao México nesta segunda-feira (21), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e membros da comitiva técnica brasileira reuniram-se com o secretário de Saúde do país, David Kershenobich, para discutir o fortalecimento da cooperação entre os dois países na área da saúde. Entre os temas tratados está o aprofundamento do acordo entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Comissão Federal para a Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris), que prevê agilizar o registro de medicamentos no México a partir das avaliações realizadas pela agência brasileira.

“Um ponto muito importante para nós é o acordo que vem sendo construído entre a Anvisa e a agência mexicana. Queremos avançar cada vez mais na reciprocidade e em regras sanitárias e regulatórias comuns e criar um ambiente em que a produção nacional possa crescer nos dois países”, disse Padilha.

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Foto: Walterson Rosa/MS 

O instrumento prevê, por iniciativa unilateral da autoridade mexicana, uma via regulatória mais rápida baseada nas avaliações e decisões da Anvisa. Na prática, a autoridade mexicana passa a reconhecer formalmente as decisões da Anvisa no registro de medicamentos: se a Anvisa já aprovou um medicamento no Brasil, o México pode usar essa análise como base para acelerar seu próprio registro, em vez de refazer todo o processo. O prazo máximo para a decisão da autoridade mexicana passa a ser de 45 dias úteis.

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A medida estabelece parâmetros para a cooperação regulatória entre as duas agências. Desde 2025, a Cofepris considera a Anvisa como autoridade de referência em processos relacionados ao registro e à inspeção de dispositivos médicos, além do reconhecimento já existente na área de inspeção de medicamentos. As medidas permitem o aproveitamento de avaliações regulatórias realizadas pela agência brasileira em processos conduzidos no México.

Parceria Anvisa e Cofepris

Em agosto do ano passado, durante missão ao país, foi assinado um novo memorando de entendimento entre as agências, com medidas de cooperação regulatória.

Em abril de 2026, o secretário de Saúde do México, David Kershenobich, visitou o Brasil acompanhado do comissionado da Cofepris. Na ocasião, foram discutidos aspectos relacionados ao reconhecimento das avaliações realizadas pela Anvisa.

Em 2 de setembro, a Cofepris publicou novas diretrizes para medicamentos, que preveem uma via de registro no México baseada nas análises da Anvisa, com prazo de decisão de até 45 dias úteis, desde que atendidos os requisitos estabelecidos.

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Comitiva brasileira no México

Até 23 de setembro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e outros integrantes do Ministério da Saúde cumprem missão oficial no México para dar seguimento ao Memorando de Entendimento em saúde, assinado em Brasília em 8 de abril.

A agenda inclui a apresentação do Plano de Trabalho Brasil–México 2026–2027, a cooperação regulatória entre Anvisa e Cofepris, a cooperação em vacinas de mRNA entre Fiocruz e Birmex e o diálogo entre os setores produtivos dos dois países.

A experiência brasileira com o Sistema Único de Saúde (SUS) também integra a agenda. O México trabalha na construção de um sistema universal de saúde e tem interesse em conhecer o modelo brasileiro. Com cerca de 133 milhões de habitantes, o país estrutura um sistema que, quando implantado, será o segundo maior sistema público de saúde do mundo, atrás do SUS.

Minane Ribeiro
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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