Saúde

Ministério da Saúde monitora impactos dos incêndios florestais na saúde e orienta população sobre exposição à fumaça

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O Ministério da Saúde disponibilizou, nesta terça-feira (21), o informe semanal “Monitoramento de Incêndios Florestais para Vigilância em Saúde”. A publicação reúne informações sobre focos de calor, qualidade do ar e população potencialmente exposta à fumaça, permitindo acompanhar os possíveis impactos dos incêndios florestais na saúde da população.

A publicação integra o AdaptaSUS, Plano Nacional de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas, e oferece informações para subsidiar a atuação das equipes de vigilância em saúde e do Sistema Único de Saúde (SUS) diante dos efeitos de eventos climáticos sobre a saúde.

O monitoramento ocorre durante a atuação do El Niño, fenômeno climático que pode alterar os padrões de chuva e temperatura no país. Dependendo da intensidade e da região, o fenômeno pode favorecer períodos de estiagem, temperaturas mais elevadas e condições propícias à ocorrência e propagação de incêndios florestais. A redução da umidade do ar também pode intensificar os efeitos da fumaça sobre a saúde.

Entre os indicadores acompanhados está o material particulado fino (MP2,5), um tipo de poluente atmosférico formado por partículas muito pequenas, com diâmetro de até 2,5 micrômetros, capazes de penetrar profundamente no sistema respiratório e associado a impactos respiratórios e cardiovasculares.

A partir das informações reunidas no informe, é possível identificar municípios e regiões com maior exposição à fumaça e que demandam atenção das equipes de vigilância em saúde, especialmente quando há persistência de níveis elevados de poluição do ar. Os dados também permitem dimensionar a exposição de grupos mais vulneráveis, como crianças e pessoas idosas.

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A exposição prolongada a altas concentrações de MP2,5 pode agravar doenças respiratórias e cardiovasculares preexistentes e aumentar a ocorrência de atendimentos e hospitalizações. Por isso, o monitoramento das condições ambientais contribui para orientar medidas de prevenção, comunicação de risco e organização da resposta do SUS.

El Niño

O El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, está em curso e tem previsão de permanência até o início de 2027. As projeções indicam a possibilidade de alterações nos padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do Brasil nos próximos meses.

Para o trimestre de julho, agosto e setembro de 2026, as previsões indicam chuvas acima da média na Região Sul e abaixo do esperado no Centro-Norte do país, além de temperaturas mais elevadas que o normal em praticamente todo o território nacional. O cenário pode aumentar a possibilidade de ondas de calor, períodos de estiagem e ocorrência de incêndios florestais em áreas mais secas.

Historicamente, episódios de El Niño provocam impactos diferentes conforme a intensidade do fenômeno e a região do país. Entre os efeitos observados estão alterações no regime de chuvas, períodos de calor intenso, estiagem e, em algumas áreas, ocorrência de chuvas intensas e enchentes.

O Ministério da Saúde também dispõe de outras ferramentas para acompanhar os efeitos dos eventos climáticos sobre a saúde. Entre elas está o Painel de Excesso de Calor, que monitora diariamente as condições térmicas nos municípios brasileiros. As informações apoiam a identificação de áreas com maior risco para a saúde e subsidiam a emissão de alertas e o planejamento de ações de vigilância e assistência durante períodos de calor intenso.

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Como reduzir os impactos da fumaça dos incêndios florestais?

A fumaça dos incêndios florestais pode afetar a saúde, especialmente em períodos de piora da qualidade do ar. Para orientar a população, o Ministério da Saúde disponibiliza o documento “Queimadas e Incêndios Florestais – Alerta de Risco Sanitário e Recomendações para a População”, que reúne medidas para reduzir a exposição à fumaça e seus impactos.

Entre as principais recomendações estão:

  • acompanhar as previsões meteorológicas e os alertas oficiais sobre queimadas e qualidade do ar;
  • seguir as orientações das autoridades locais e manter à mão os contatos dos serviços de emergência;
  • beber água regularmente para ajudar a manter as vias respiratórias hidratadas;
  • evitar atividades físicas e esforços intensos ao ar livre quando a qualidade do ar estiver comprometida;
  • priorizar a permanência em ambientes internos e protegidos da fumaça;
  • se precisar sair, utilizar máscaras do tipo N95, PFF2 ou P100, corretamente ajustadas ao rosto, para reduzir a inalação de partículas presentes na fumaça.

João Vitor Moura
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Brasil e México avançam na cooperação em saúde entre os dois países

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Durante visita ao México nesta segunda-feira (21), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e membros da comitiva técnica brasileira reuniram-se com o secretário de Saúde do país, David Kershenobich, para discutir o fortalecimento da cooperação entre os dois países na área da saúde. Entre os temas tratados está o aprofundamento do acordo entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Comissão Federal para a Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris), que prevê agilizar o registro de medicamentos no México a partir das avaliações realizadas pela agência brasileira.

“Um ponto muito importante para nós é o acordo que vem sendo construído entre a Anvisa e a agência mexicana. Queremos avançar cada vez mais na reciprocidade e em regras sanitárias e regulatórias comuns e criar um ambiente em que a produção nacional possa crescer nos dois países”, disse Padilha.

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Foto: Walterson Rosa/MS 

O instrumento prevê, por iniciativa unilateral da autoridade mexicana, uma via regulatória mais rápida baseada nas avaliações e decisões da Anvisa. Na prática, a autoridade mexicana passa a reconhecer formalmente as decisões da Anvisa no registro de medicamentos: se a Anvisa já aprovou um medicamento no Brasil, o México pode usar essa análise como base para acelerar seu próprio registro, em vez de refazer todo o processo. O prazo máximo para a decisão da autoridade mexicana passa a ser de 45 dias úteis.

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A medida estabelece parâmetros para a cooperação regulatória entre as duas agências. Desde 2025, a Cofepris considera a Anvisa como autoridade de referência em processos relacionados ao registro e à inspeção de dispositivos médicos, além do reconhecimento já existente na área de inspeção de medicamentos. As medidas permitem o aproveitamento de avaliações regulatórias realizadas pela agência brasileira em processos conduzidos no México.

Parceria Anvisa e Cofepris

Em agosto do ano passado, durante missão ao país, foi assinado um novo memorando de entendimento entre as agências, com medidas de cooperação regulatória.

Em abril de 2026, o secretário de Saúde do México, David Kershenobich, visitou o Brasil acompanhado do comissionado da Cofepris. Na ocasião, foram discutidos aspectos relacionados ao reconhecimento das avaliações realizadas pela Anvisa.

Em 2 de setembro, a Cofepris publicou novas diretrizes para medicamentos, que preveem uma via de registro no México baseada nas análises da Anvisa, com prazo de decisão de até 45 dias úteis, desde que atendidos os requisitos estabelecidos.

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Comitiva brasileira no México

Até 23 de setembro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e outros integrantes do Ministério da Saúde cumprem missão oficial no México para dar seguimento ao Memorando de Entendimento em saúde, assinado em Brasília em 8 de abril.

A agenda inclui a apresentação do Plano de Trabalho Brasil–México 2026–2027, a cooperação regulatória entre Anvisa e Cofepris, a cooperação em vacinas de mRNA entre Fiocruz e Birmex e o diálogo entre os setores produtivos dos dois países.

A experiência brasileira com o Sistema Único de Saúde (SUS) também integra a agenda. O México trabalha na construção de um sistema universal de saúde e tem interesse em conhecer o modelo brasileiro. Com cerca de 133 milhões de habitantes, o país estrutura um sistema que, quando implantado, será o segundo maior sistema público de saúde do mundo, atrás do SUS.

Minane Ribeiro
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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