Saúde

No Dia Nacional do Diabetes, entenda como doença pode causar cegueira

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Neste sábado (26) é celebrada a conscientização do Dia Nacional do Diabetes, mas 54% dos pacientes com a doença nunca ouviram falar de uma condição provocada por ela que pode levar à cegueira. Principal causa da cegueira irreversível em pessoas entre 20 e 74 anos, a retinopatia diabética é uma complicação comum do diabetes. 

“A retinopatia diabética é uma doença que afeta a retina, que é a parte posterior do olho, e pode causar microaneurismas, micro-hemorragias, hemorragia vítrea, descolamento de retina tracional”, explica o oftalmologista especialista em retina, Douglas Pigosso, do CBV Hospital de Olhos.

A doença pode ser causada pelo descontrole da glicemia em pacientes com altas taxas de açúcar. “Muitas vezes o paciente já nos procura quando a doença está avançada. Em casos mais graves, os danos à retina podem levar à cegueira em cinco anos”, alerta o médico.

A prevenção deve ser feita, pelo menos, anualmente, com consultas oftalmológicas. O retinólogo fará uma avaliação completa da saúde ocular do paciente com diabetes, com exames específicos para avaliar a retina. 

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Janaína Patriolino da Costa, 45 anos, é empresária, tem diabetes e, mesmo sem o conhecimento preciso sobre a retinopatia, sabe da importância das avaliações oftalmológicas anuais. “Eu tomo o remédio que o médico me passou e faço acompanhamento oftalmológico uma vez ao ano, de 12 em 12 meses”, diz. 

Janaína tem diabetes tipo 2. Segundo informações do Ministério da Saúde, o Diabetes Mellitus é uma “síndrome do metabolismo, de origem múltipla, decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade de a insulina exercer adequadamente seus efeitos”, e que pode se apresentar em diferentes tipos:

– Tipo 1: causado pela destruição das células produtoras de insulina, em decorrência de defeito do sistema imunológico em que os anticorpos atacam as células que produzem a insulina. Ocorre em cerca de 5 a 10% dos diabéticos.

– Tipo 2: resulta da resistência à insulina e de deficiência na sua secreção. Ocorre em cerca de 90% dos diabéticos.

– Diabetes Gestacional: é a diminuição da tolerância à glicose, diagnosticada pela primeira vez na gestação, podendo ou não persistir após o parto. Sua causa exata ainda não é conhecida.

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– Outros tipos: são decorrentes de defeitos genéticos associados com outras doenças ou com o uso de medicamentos.

Entre os principais sintomas da retinopatia diabética, estão: visão embaçada, borrões e dificuldade de distinguir cores. Quando a doença chega ao estágio proliferativo, o mais grave, já há um quadro irreversível. 

Fabrício Tadeu Borges, oftalmologista e especialista em retina do CBV, também detalha a doença. “A retinopatia diabética é uma alteração dos microvasos da retina, que é um tecido que temos no fundo do olho. Essas alterações ocorrem naturalmente com o tempo de diabetes, e são otimizadas com o descontrole glicêmico”.

Fonte: Brasil 61

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Saúde

Brasil e México avançam na cooperação em saúde entre os dois países

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Durante visita ao México nesta segunda-feira (21), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e membros da comitiva técnica brasileira reuniram-se com o secretário de Saúde do país, David Kershenobich, para discutir o fortalecimento da cooperação entre os dois países na área da saúde. Entre os temas tratados está o aprofundamento do acordo entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Comissão Federal para a Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris), que prevê agilizar o registro de medicamentos no México a partir das avaliações realizadas pela agência brasileira.

“Um ponto muito importante para nós é o acordo que vem sendo construído entre a Anvisa e a agência mexicana. Queremos avançar cada vez mais na reciprocidade e em regras sanitárias e regulatórias comuns e criar um ambiente em que a produção nacional possa crescer nos dois países”, disse Padilha.

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Foto: Walterson Rosa/MS 

O instrumento prevê, por iniciativa unilateral da autoridade mexicana, uma via regulatória mais rápida baseada nas avaliações e decisões da Anvisa. Na prática, a autoridade mexicana passa a reconhecer formalmente as decisões da Anvisa no registro de medicamentos: se a Anvisa já aprovou um medicamento no Brasil, o México pode usar essa análise como base para acelerar seu próprio registro, em vez de refazer todo o processo. O prazo máximo para a decisão da autoridade mexicana passa a ser de 45 dias úteis.

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A medida estabelece parâmetros para a cooperação regulatória entre as duas agências. Desde 2025, a Cofepris considera a Anvisa como autoridade de referência em processos relacionados ao registro e à inspeção de dispositivos médicos, além do reconhecimento já existente na área de inspeção de medicamentos. As medidas permitem o aproveitamento de avaliações regulatórias realizadas pela agência brasileira em processos conduzidos no México.

Parceria Anvisa e Cofepris

Em agosto do ano passado, durante missão ao país, foi assinado um novo memorando de entendimento entre as agências, com medidas de cooperação regulatória.

Em abril de 2026, o secretário de Saúde do México, David Kershenobich, visitou o Brasil acompanhado do comissionado da Cofepris. Na ocasião, foram discutidos aspectos relacionados ao reconhecimento das avaliações realizadas pela Anvisa.

Em 2 de setembro, a Cofepris publicou novas diretrizes para medicamentos, que preveem uma via de registro no México baseada nas análises da Anvisa, com prazo de decisão de até 45 dias úteis, desde que atendidos os requisitos estabelecidos.

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Comitiva brasileira no México

Até 23 de setembro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e outros integrantes do Ministério da Saúde cumprem missão oficial no México para dar seguimento ao Memorando de Entendimento em saúde, assinado em Brasília em 8 de abril.

A agenda inclui a apresentação do Plano de Trabalho Brasil–México 2026–2027, a cooperação regulatória entre Anvisa e Cofepris, a cooperação em vacinas de mRNA entre Fiocruz e Birmex e o diálogo entre os setores produtivos dos dois países.

A experiência brasileira com o Sistema Único de Saúde (SUS) também integra a agenda. O México trabalha na construção de um sistema universal de saúde e tem interesse em conhecer o modelo brasileiro. Com cerca de 133 milhões de habitantes, o país estrutura um sistema que, quando implantado, será o segundo maior sistema público de saúde do mundo, atrás do SUS.

Minane Ribeiro
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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