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Nove em cada dez brasileiros usam celular Android, diz relatório do Google

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Estudo revela hábitos de usuários no celular e na Internet.

Por Beatriz Cardoso, do home office 

O Google revelou nesta segunda-feira (21) uma pesquisa sobre o impacto social e econômico do Android no Brasil, desenvolvida em parceria com a consultoria global Bain & Company. A análise confirma alguns dados já esperados, como a quase “onipresença” do sistema do Google em celulares de brasileiros: o Android aparece em mais de 90% dos smartphones, ou seja, está instalado em nove a cada dez dispositivos. O celular também é peça-chave para ter acesso à Internet no país, e a disparidade de números denuncia diferenças entre as classes sociais. 

O levantamento da Bain & Company evidencia a democratização do acesso à Internet no Brasil, com o aumento de uso da rede passando de 41% para 70% entre 2010 e 2018. 24 milhões de brasileiros entraram na Internet pela primeira vez por um celular Android nos últimos cinco anos, e o smartphone se firma como principal meio de acesso: 83% das pessoas das classes D e E só se conectam à Internet pelo dispositivo móvel, e o computador é usado cada vez menos. 

A discrepância de acesso à Internet também aparece entre as regiões do país, mas o abismo tem se fechado nos últimos anos. Em 2010, havia uma diferença de 19 pontos percentuais entre o Sudeste e o Nordeste na cobertura da rede, mas este progrediu nos últimos anos e agora 64% dos nordestinos são conectados, contra 75% da região Sudeste. 

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O “preço” do Android

Dando nome aos bois: Android é mais barato que a concorrência — Foto: Reprodução/Bain Smartphone User Survey 

O relatório do Google enfatiza a variedade de faixa de preço de smartphones com Android como um fator à democratização do acesso à Internet, já que permite comprar desde modelos mais sofisticados até opções mais simples e baratas. Enquanto pessoas da classe A gastam, em média, R$ 2,1 mil em um celular, as classes D e E optam por valores abaixo de R$ 1 mil. Além disso, a classe A é mais propensa a trocar o smartphone por um mais avançado, enquanto as classes D e E costumam comprar um novo no caso de roubo ou defeito. 

Apesar do sistema aberto do Android permitir uma difusão maior que o rival iOS da Apple, vale apontar que, em contrapartida, isso permite que fabricantes customizem o SO e fragmentem a distribuição de atualizações, o que pode fazer com que alguns usuários passem anos desprotegidos com celulares desatualizados. A atualização mais recente do Android 11 busca corrigir esse problema com a distribuição de correções de segurança por meio do Google Play, o que dispensa updates totais para resolver bugs urgentes de maneira mais rápida. 

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Comportamento na pandemia

Globoplay e outros serviços de streaming marcam presença no estudo — Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo 

A comunicação é o principal objetivo de quem usa o celular para fazer ligações, mandar mensagens e acessar as redes sociais. Outras respostas recorrentes dos pesquisados foram tirar fotos e editar imagens, conferir notícias, se divertir, acessar mapas e apps de navegação, fazer movimentações financeiras ou estudar online. 36% também responderam assinar serviços de streaming, como Netflix, Spotify e Globoplay, gastando em média R$ 45 com as assinaturas mensais. 

A pandemia de Covid-19 e a consequente prática de isolamento social refletiu nos hábitos dos usuários de smartphones: 70% responderam passar mais tempo no celular, o que levou ao aumento do uso de mensageiros e redes sociais. 46% ainda afirmaram ter assistido a uma live pela primeira vez no celular, consequência da febre das transmissões ao vivo nos primeiros meses da quarentena. 

Outra novidade foi fazer pedidos de delivery de comida por aplicativo: 34% estrearam na pandemia com serviços como iFood e Rappi. Já o ensino EAD foi inédito para os 28% que fizeram seu primeiro curso online. 

 

(Foto: Pedro Vital/TechTudo).

 

Com informações do TechTudo).

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Nota de Pesar

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) manifesta profundo pesar pelo falecimento do economista e ex-deputado estadual pernambucano Waldemar Borges, aos 67 anos, ocorrido neste sábado (4). Expressamos irrestrita solidariedade à ministra Luciana Santos, esposa de Borges, e aos três filhos do casal diante da perda familiar.

​Nascido no Recife em 1958, o parlamentar construiu uma trajetória no setor público local ao longo de quase 40 anos. Formado em economia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ele exerceu funções no legislativo e no executivo. Atuou como vereador na capital por quatro mandatos e como deputado na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) a partir de 2011.

​Sua experiência profissional incluiu passagens por secretarias de estado e a presidência da Empresa de Processamento de Dados do Recife (Emprel). Servidores e colaboradores do ministério e suas unidades vinculadas unem-se no luto e no respeito à memória do ex-parlamentar. O comunicado oficial divulgado pelos familiares ressalta que sua retidão permanece como “um farol para as próximas gerações”.

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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