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Mossoró (RN): ‘Chuva de Bala’ e turismo cultural são destaques de novo episódio da websérie do Ministério do Turismo

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Todos os anos, a história de Mossoró (RN) deixa os livros, ganha os palcos e ocupa as ruas da cidade durante o período junino. Com mais de 1,2 milhão de visitantes esperados e movimentação econômica estimada em R$ 360 milhões, o município potiguar transformou sua história e suas tradições em um dos principais atrativos do turismo cultural do Nordeste. Esse é o cenário retratado no terceiro episódio da websérie “Destino: Festas Juninas”, produzida pelo Ministério do Turismo (MTur).

O capítulo “O Som da Terra” acompanha os bastidores do espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró, visita os polos culturais da cidade e mostra como moradores e visitantes vivenciam uma história que atravessa gerações.

Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a cidade mostra como a cultura pode fortalecer o turismo e gerar oportunidades para a população. “Mossoró preserva sua história e a transforma em um atrativo que movimenta a cidade e desperta o interesse de quem visita a região. O episódio mostra como essa tradição ajuda a fortalecer o período junino e atrair muitos turistas”, afirma.

História em cena

O Chuva de Bala no País de Mossoró é um dos principais momentos dos festejos. Encenado ao ar livre, em frente à Capela de São Vicente, o espetáculo relembra a resistência da cidade à invasão do bando de Lampião, em 1927. Com cerca de 70 artistas em cena e público de até 4 mil pessoas por noite, a montagem mobiliza atores, músicos, figurinistas e equipes técnicas locais.

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A diretora da produção, Joriana Pontes, destaca que a montagem vai além do entretenimento: “O espetáculo fala sobre identidade, resistência, sobre uma cidade aguerrida e um povo que luta pela sua história. É um exemplo de cidadania, de liberdade e de amor à sua terra, que o país inteiro deveria conhecer”, afirma.

Quem assiste ao Chuva de Bala também encontra essa história no Museu Histórico Lauro da Escóssia, antiga cadeia pública da cidade. Segundo o guia Fábio Vinícius, o turista conhece no museu a história da invasão de Lampião e, à noite, vê esses acontecimentos ganharem vida no espetáculo. “É a nossa história contada por diferentes expressões”, explica.

Turismo que movimenta

A experiência também marca quem visita Mossoró durante o período junino. Entre os visitantes, estão Aparecida Massa e Moisés Massa, de Minas Gerais. Eles percorrem o interior do Nordeste, de carro, para conhecer as festas da região. 

“As imagens e as reportagens mostram um pouco, mas o sentimento é só estando aqui. É uma emoção de resgate da tradição. O Nordeste não é só litoral ou praia; o Nordeste é gente com história, que faz a gente se sentir parte da comunidade”, afirmam.

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Destino: Festas Juninas

Lançada pelo MTur, a iniciativa multiplataforma dá visibilidade às festividades em cinco dos maiores polos festivos do Nordeste: Campina Grande (PB), Caruaru (PE), Mossoró (RN), Maracanaú (CE) e Petrolina (PE).

Por meio de 10 episódios de uma websérie disponível nas redes sociais e uma série de rádio, o projeto joga luz sobre os bastidores e as pessoas que fazem a festa acontecer, apresentando o tradicional São João por diferentes ângulos.

A narrativa mostra como a preservação de uma das mais importantes manifestações culturais e turísticas do país funciona como uma engrenagem fundamental para impulsionar o turismo, movimentar a economia e gerar oportunidades para a população local.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

 

Fonte: Ministério do Turismo

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Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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