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Nova York: escultura-mirante Vessel reabre após três anos

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Nova York: escultura-mirante Vessel reabre após três anos
Maurício Brum

Nova York: escultura-mirante Vessel reabre após três anos

Após três anos fechado, o Vessel em Nova York reabriu oficialmente no dia 21 de outubro, com novas medidas de segurança. A estrutura de 46 metros de altura construída como uma elaborada amálgama de escadarias havia sido interditada na metade de 2021, após uma série de suicídios no local.

Inaugurado em 2019 na região de Hudson Yards , no lado oeste de Manhattan , o projeto do arquiteto Thomas Heatherwick sempre chamou a atenção pelo desenho extravagante, que lembra uma colmeia oca.

Ao todo, a atração de 16 andares conta com 2,5 mil degraus que vão se abrindo em direção ao topo, com 80 observatórios para os visitantes – um dos destaques é o lado voltado ao rio Hudson, com vista para o pôr do sol.

Os problemas começaram pouco depois da inauguração. Além de polêmicas sobre a falta de acessibilidade para subir no Vessel (questão posteriormente corrigida), a falta de dispositivos de segurança facilitava saltos a partir das plataformas mais elevadas. Uma série de quatro suicídios entre 2020 e 2021 provocou o fechamento do local indefinidamente, com as adequações sendo concluídas somente agora.

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O que mudou

A reabertura do Vessel ocorre com limitação de áreas de acesso. Somente os dois patamares inferiores da estrutura serão totalmente acessíveis pelos visitantes. Nos andares mais altos, apenas alguns observatórios específicos voltam a receber turistas nesse primeiro momento, e todos eles receberam a instalação de gradis de proteção.

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Além disso, os andares no topo da estrutura permanecem fechados e sem previsão de reabertura. Segundo os responsáveis pelo local, o objetivo era fazer as adequações de segurança sem alterar as características arquitetônicas do espaço, o que parece ter limitado o número de intervenções realizadas, mesmo após tanto tempo fechado.

Ravikiran Sunnam
São 46 metros de altura com 2,5 mil degraus. Originalmente, não havia proteção especial nos andares mais altos Ravikiran Sunnam/Unsplash

Serviço

Vessel
Onde?
20 Hudson Yards. Em frente à estação de metrô 34th Street-Hudson Yards, na linha 7.
Quando?
Diariamente, das 10h às 21h.
Quanto?
Há duas modalidades de ingressos para não-residentes de Nova York . O padrão custa US$ 10 e funciona com horário agendado, ou seja, é preciso reservar antecipadamente o dia e a hora, com novas entradas disponíveis a cada dez minutos. Já a modalidade flexível, por US$ 15, permite acessar o Vessel a qualquer momento, sem agendamento prévio. Vendas pelo site oficial .

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Fonte: Turismo

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Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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