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Santo Graal em Valência: História e lenda aberto a visitação

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Santo Graal Valencia
Patrícia Calderón

Santo Graal Valencia

Você sabia que o Santo Graal — o cálice mais famoso da história — pode estar mais perto do que você imagina? Pois é: ele não está escondido em cavernas secretas, nem perdido em templos esquecidos. O possível cálice da Última Ceia de Jesus está hoje em exibição em plena Catedral de Valência, na ensolarada costa leste da Espanha. E o melhor: você pode visitá-lo!

Se está planejando uma viagem por Valência, essa é uma parada obrigatória, seja fã de história, um apaixonado por lendas medievais ou um simples curioso. A história do Santo Cálice de Valência mistura fé, arqueologia e um pouco de magia — tudo isso no coração de uma das cidades mais vibrantes da Europa.

O que é o Santo Graal?

É uma das relíquias mais lendárias do mundo. Segundo a tradição cristã, seria o cálice utilizado por Jesus Cristo durante a Última Ceia e que teria sido usado para recolher seu sangue na crucificação.

Ao longo dos séculos, a busca pelo Graal inspirou cavaleiros medievais, poetas, cineastas (como em Indiana Jones e a Última Cruzada ) e gerações de aventureiros.

Mas enquanto muitas histórias colocam o Graal como um objeto mágico perdido, em Valência, ele tem endereço certo: Na catedral central da cidade Valenciana.

Um cálice com história real

O Cálice de Valência é uma taça de ágata vermelha, com uma base e alças de ouro e pedras preciosas. Estudos arqueológicos datam a parte superior do cálice entre o século IV a.C. e o século I d.C. — compatível com o período da Última Ceia.

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Segundo registros históricos, o cálice teria sido levado de Jerusalém a Roma pelos primeiros cristãos e, mais tarde, enviado para a Espanha para protegê-lo durante as perseguições do Império Romano. Desde 1437, ele está guardado na Catedral de Valência, onde é venerado e exibido ao público.

Como visitar o Santo Graal

A Catedral de Valência, ou Catedral de Santa Maria, está localizada na belíssima Praça da Rainha(Plaza de la Reina), bem no centro histórico da cidade. É uma das igrejas mais importantes da Espanha e abriga o cálice em uma capela especial — a Capela do Santo Cálice.

A visita à catedral inclui o acesso à capela, onde você poderá ver de perto o cálice, protegido por um altar envidraçado. Além disso, a catedral em si é uma atração imperdível, com seu mix de estilos gótico, românico e barroco.

Dica de viajante:

Planeje sua visita para um dia de semana pela manhã ou no final da tarde, quando o movimento de turistas é menor. Se possível, participe de uma das missas solenes em que o cálice é utilizado.

Curiosidades para contar na viagem

O cálice de Valência foi utilizado em missas por dois papas: João Paulo II (1982) e Bento XVI (2006).  É o único cálice conhecido cuja origem e trajetória são compatíveis com a época da Última Ceia. Inspirou a rota turística oficial chamada Rota do Santo Cálice, que passa por locais históricos na cidade e na região. O famoso filme “Indiana Jones e a Última Cruzada” (1989) foi em parte inspirado na história do cálice de Valência.

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Por que vale a visita?

Além de sua importância histórica e religiosa, o Santo Cálice é um símbolo vivo da rica herança cultural de Valência. É uma oportunidade única de ver com os próprios olhos um objeto que, há séculos, alimenta histórias e inspira milhões.

E claro — Valência oferece muito mais: praias incríveis, a futurista Cidade das Artes e Ciências, a deliciosa paella valenciana e um centro histórico encantador.

Serviço:

Local: Catedral de Santa Maria de Valência (Plaça de la Reina, s/n, Valência)

Horários de visita: De segunda a sábado, das 10h às 18h30; domingos, das 14h às 18h30 (consulte horários atualizados)

Entrada: Aproximadamente €9,00 (inclui áudio-guia e acesso a todo o complexo da catedral)

Se você ama viagens com um toque de mistério e história, incluir o Santo Cálice no seu roteiro por Valência é uma experiência que você não vai esquecer. Prepare a câmera — e quem sabe você não encontra um pouco do seu próprio Graal interior.

Fonte: Turismo

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Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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