Agronegócio

Arroz enfrenta desafio de reposicionamento e pode perder valor no mercado, alerta especialista

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O arroz, um dos alimentos mais tradicionais da mesa do consumidor, enfrenta um momento de alerta no mercado. Apesar de manter sua relevância ao longo das décadas, o setor pode estar ficando para trás diante das transformações no comportamento de consumo e das novas exigências por valor agregado.

Setor manteve modelo tradicional ao longo dos anos

Historicamente, o arroz se consolidou como um produto essencial, com pouca variação na forma de produção e comercialização. O modelo predominante sempre esteve centrado em processos básicos: beneficiamento, empacotamento e venda.

Segundo avaliação de Sergio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, essa estabilidade acabou criando um descompasso. Enquanto o produto permaneceu praticamente inalterado, o ambiente ao redor evoluiu de forma significativa.

Mudança no consumo exige novas estratégias

Com o passar dos anos, o perfil do consumidor mudou. Hoje, fatores como praticidade, saudabilidade, experiência e conexão com marcas passaram a influenciar diretamente as decisões de compra.

Nesse contexto, o arroz não perdeu importância, mas deixou de acompanhar essas transformações. Como consequência, o produto passou a ser cada vez mais percebido como uma commodity, com menor diferenciação e margens mais apertadas.

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Outros setores mostram caminhos de adaptação

O movimento de adaptação já foi observado em outros segmentos. Empresas consolidadas, inclusive no setor de bebidas, passaram a diversificar seus portfólios, criando versões com apelos diferenciados para atender novas demandas.

Essa estratégia permitiu não apenas atender diferentes perfis de consumidores, mas também reposicionar marcas e agregar valor, mesmo diante do risco de impactar produtos tradicionais.

Mercado ainda focado em preço, volume e logística

No caso do arroz, a discussão ainda gira majoritariamente em torno de fatores como preço, volume de produção e logística. Embora relevantes, esses elementos são considerados insuficientes para sustentar crescimento de valor no longo prazo.

O modelo de comercialização baseado em embalagens tradicionais continua predominante, mesmo diante das mudanças no comportamento do consumidor.

Diferenciação é chave para ampliar margens

De acordo com especialistas, a incorporação de atributos como conveniência, qualidade nutricional e identidade de marca pode ser determinante para aumentar a competitividade do setor.

A criação de produtos com maior valor agregado surge como alternativa para melhorar margens e reduzir a dependência de fatores como preço.

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Risco de perda de protagonismo no mercado

A manutenção de um modelo que não acompanha a evolução do consumo pode levar o arroz a perder espaço relativo no mercado. Em um ambiente cada vez mais competitivo, produtos com baixa diferenciação tendem a disputar mercado principalmente por preço.

Nesse cenário, a margem se torna limitada e o crescimento mais restrito, reforçando a necessidade de inovação e reposicionamento estratégico no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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