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Bolsas globais recuam com tensões geopolíticas e desaceleração na China

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Panorama global de cautela nos mercados

As principais bolsas de valores do mundo iniciaram a semana em queda nesta segunda-feira (19), refletindo a combinação de tensões geopolíticas, incertezas econômicas e baixa liquidez devido ao feriado nos Estados Unidos. Mesmo com os mercados americanos fechados, o clima de cautela prevaleceu nas bolsas da Europa e da Ásia, enquanto o Ibovespa, no Brasil, registrou leve correção após atingir recordes recentes.

Wall Street em pausa, mas futuros indicam queda

Nos Estados Unidos, o feriado de Martin Luther King Jr. manteve as bolsas fechadas, mas os contratos futuros apontaram para uma abertura negativa no próximo pregão.

  • S&P 500 Futuro: -0,8%
  • Dow Jones Futuro: -0,7%
  • Nasdaq Futuro: -1,3%

O sentimento de risco permanece elevado entre investidores, diante de incertezas quanto à política monetária americana e novos atritos comerciais com parceiros internacionais.

Europa reage a ameaça de novas tarifas dos EUA

As bolsas europeias encerraram o dia em baixa, pressionadas pelas declarações do presidente dos Estados Unidos, que ameaçou aumentar em 10% as tarifas sobre produtos de oito países europeus. A medida reacendeu preocupações sobre uma possível guerra comercial transatlântica.

  • DAX (Alemanha): -1,1%
  • CAC 40 (França): -1,3%
  • FTSE 100 (Reino Unido): -0,3%
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O clima político tenso contribuiu para a aversão ao risco e derrubou as principais ações do setor industrial e automotivo europeu.

Ásia registra desempenho misto com foco na economia chinesa

Na Ásia, o movimento foi desigual. Os investidores reagiram aos novos dados que mostraram que o PIB da China cresceu 4,5% no último trimestre de 2025, o menor ritmo em três anos, refletindo a fraqueza da demanda interna.

Ainda assim, o banco central chinês adotou medidas de estímulo, incluindo cortes em taxas específicas e possíveis reduções adicionais nos depósitos compulsórios, buscando sustentar o crescimento em 2026.

  • Xangai (SSEC): +0,29%
  • CSI300 (China): +0,05%
  • Hang Seng (Hong Kong): -1,05%
  • Nikkei (Japão): -0,6%
  • Kospi (Coreia do Sul): +1,32%
  • Taiex (Taiwan): +0,73%
  • Straits Times (Cingapura): -0,51%
  • S&P/ASX 200 (Sydney): -0,33%
Ibovespa realiza lucros após alta histórica

No Brasil, o Ibovespa acompanhou o movimento global de cautela e encerrou o dia com leve queda de 0,5%, após ter renovado recordes históricos na semana anterior. O movimento reflete a realização de lucros e a influência das bolsas externas.

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O índice operou próximo dos 167 mil pontos, enquanto o dólar manteve estabilidade e as commodities agrícolas seguiram o comportamento internacional, com o mercado ainda atento ao desempenho da economia chinesa — principal parceira comercial do Brasil.

Ouro e prata ganham força como refúgios de segurança

Diante das incertezas globais, investidores buscaram proteção em ativos considerados seguros. O ouro e a prata voltaram a subir, alcançando novas máximas históricas em dólares, em meio à fuga de risco dos mercados acionários.

Perspectivas: volatilidade e foco na economia global

Os próximos dias devem seguir marcados por volatilidade, com os mercados monitorando novos indicadores econômicos e discursos de autoridades monetárias.

A expectativa é que o ritmo de crescimento global desacelere no início de 2026, o que pode manter os investidores em compasso de espera.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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