Agronegócio

Chuvas favorecem desenvolvimento do milho verão e impulsionam avanço do plantio no Brasil

Publicado em

O retorno das chuvas em diversas regiões agrícolas do país tem favorecido o desenvolvimento das lavouras de milho da primeira safra (milho verão), segundo o mais recente boletim de acompanhamento de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Até o último sábado (13), 77,5% das áreas previstas já haviam sido semeadas, um avanço em relação aos 71,3% registrados na semana anterior. O índice supera também os 75% observados no mesmo período de 2024 e os 70,3% da média dos últimos cinco anos, demonstrando ritmo mais acelerado nesta temporada.

Estados do Sul e Sudeste lideram o plantio

De acordo com a Conab, os estados do Paraná e São Paulo já finalizaram a semeadura da safra de verão. Logo atrás, aparecem Santa Catarina (99,7%), Minas Gerais (97%), Rio Grande do Sul (90%), Bahia (86%), Goiás (80%), Piauí (8%) e Maranhão (6%).

O avanço expressivo reflete tanto o ritmo favorável das operações de campo quanto as melhores condições de umidade do solo observadas nas últimas semanas.

Leia Também:  SLC Agrícola registra receita de R$ 8,6 bilhões em 2025 e alcança produtividade recorde no milho
Lavouras em diferentes estágios de desenvolvimento

O levantamento mostra que 7,5% das áreas ainda estão na fase de emergência, enquanto 53,2% encontram-se em desenvolvimento vegetativo. Outras 22,9% estão em floração, 14,2% já avançaram para o enchimento de grãos e 2,2% atingiram a maturação.

Essa distribuição evidencia um bom andamento da safra, com a maior parte das lavouras evoluindo dentro da normalidade esperada para o período.

Chuvas melhoram condições do solo e recuperam lavouras

Os técnicos da Conab destacam que as precipitações recentes beneficiaram lavouras em estados como Minas Gerais, Paraná, Bahia e São Paulo, promovendo melhores condições de umidade e recuperação do solo.

No Rio Grande do Sul, as chuvas contribuíram para melhorar o armazenamento hídrico, embora algumas áreas que sofreram estresse hídrico anterior ainda apresentem falhas de polinização.

Já nos estados do Piauí, Maranhão e Pará, o avanço do plantio segue de acordo com o ritmo das chuvas, que começam a se intensificar nas últimas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia Também:  Soja inicia a semana em queda na Bolsa de Chicago, com foco na demanda chinesa e atenção à safra brasileira

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

Published

on

O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

Leia Também:  Clima quente acelera maturação e derruba preços do tomate nas principais praças produtoras

 

Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

BOA VISTA

RORAIMA

POLICIAL

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA