Agronegócio

Criciúma recebe a primeira etapa da Caravana Embrapa em Santa Catarina

Publicado em

A Caravana Embrapa chegou nesta sexta-feira, dia 12, em Santa Catarina. A primeira parada do tour técnico aconteceu em Criciúma, abordando o uso adequado de fertilizantes e outros insumos para a nutrição vegetal, com foco nas principais espécies cultivadas na região litoral sul do Estado, especialmente arroz irrigado, grãos e algumas frutíferas. O evento foi sediado no auditório João Luiz Novelli, do Centro de Educação e Tecnologia da Sociedade de Assistência aos Trabalhadores do Carvão-SACT, com a presença de 170 interessados. As próximas etapas  serão em Campos Novos, Chapecó e Canoinhas, entre os dias 23 e 25 de agosto.

O pacote tecnológico de uso de fertilizantes e insumos trouxe as palestras apresentadas nacionalmente sobre as Ferramentas para o planejamento agrícola: quando e onde plantar; Boas práticas para o uso eficiente de fertilizantes; Novos fertilizantes e insumos: novas tecnologias para suprimento eficiente de nutrientes às plantas; Soluções digitais refinando aplicações: como tratar variações na lavoura e Tecnologias sustentáveis de manejo agrícola: por que usar?, envolvendo os pesquisadores da Embrapa Solos (Rio de Janeiro/RJ), Pedro de Freitas e Paulo César Teixeira; e da Embrapa Trigo (Passo Fundo/RS), José Pereira da Silva Júnior e José Eloir Denardin.

Abordagens novas para Criciúma

Esta primeira etapa da Caravana catarinense foi complementada por palestras voltadas às demandas do público local, como a Contextualização da região produtora de Criciúma, apresentada pelo gerente regional da Epagri, Edson Borba Teixeira. Ele mencionou que o Estado é responsável por 5,5% da produção de alimentos do País, tendo como destaque a produção de maçã (51%), cebola (26%), suínos (26,36%) e moluscos (95%). Santa Catarina é, também, o segundo produtor nacional de arroz irrigado, alcançando 10,36% da produção nacional. Segundo Edson, “a região Litoral Sul responde por 18% da produção de alimentos do Estado e não dependente de uma única cultura, caracteriza-se por  uma produção diversificada, que atende o agronegócio e a agricultura familiar. O evento está nos incitando a fazer a ‘lição de casa’, reforçando princípios da agricultura como a realização de amostragem de solo, planejamento da propriedade e as formas eficientes de uso de fertilizantes e insumos”. 

Leia Também:  Projeto no Senado reacende debate sobre exportação de gado vivo no Brasil

Outra palestra que foi trazida para atender as características de produção do evento foi a de Boas práticas para o uso eficiente de fertilizantes, apresentada pela pesquisadora Walkyria Scivittaro da Embrapa Clima Temperado (Pelotas/RS) e pelo pesquisador Marcos Lima Campos do Vale, da Epagri. A fala da pesquisadora tratou de reforçar os conceitos básicos de correção da fertilidade do solo e adubação. “A etapa das amostras de solo é um dos pontos mais importantes, pois pode causar erros de mais de 50% na avaliação da fertilidade do solo”, citou. Ela ainda enfatizou que os resultados de aumento de produtividade são bem importantes, mas que é necessário associar eficiência à rentabilidade. Depois, se concentrou na cultura do arroz irrigado e em estratégias de manejo da adubação, enfatizando o nitrogênio, pela maior resposta da cultura. 

Complementando a fala da pesquisadora, Marcos Lima Campos do Vale apresentou os aspectos do solo da região do litoral-sul de Santa Catarina, onde se encontram solos frágeis, suscetíveis à erosão e que possuem naturalmente baixa fertilidade. Além disso, as áreas intercalam períodos de excesso hídrico, requerendo drenagem do solo, com período de estiagem. O pesquisador falou também das práticas para garantir o bom uso de fertilizantes, como a definição de dosagens de que atendam a rentabilidade econômica, práticas para aumentar o teor de carbono no solo, através da implantação de plantas de cobertura, além de estratégias de drenagem, que ajudarão na correta implantação de plantas de cobertura e aumento no conteúdo de carbono, resultando na elevação dos níveis de fertilidade do solo da região.

Leia Também:  PF combate descaminho de vinhos argentinos em Santa Catarina

Para responder às necessidades levantadas pela Epagri para os solos de Criciúma e região, o encerramento da manhã técnica contou com o relato do tema Macro e micro drenagem de lavouras, visando a diversificação da produção, fundamentada no uso da tecnologia sulco-camalhão para a produção de grãos em terras baixas, apresentada pelo pesquisador da Embrapa Clima Temperado José Maria Barbat Parfitt.

A Caravana é coordenada pela Embrapa e pela Rede FertBrasil, com o patrocínio de Bioma, Climate Field View-Bayer, Rede ILPF, além da Arko, Fertisystem e Polli Fertilizantes. O evento contou com o apoio institucional da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Sindicato Nacional das Indústrias de Matérias-Primas para Fertilizantes (Sinprifert) e Banco do Brasil. 

A Caravana Embrapa – Etapa Santa Catarina teve a correalização regional da FAESC/SENAR, Sicredi, Epagri, Cooperja, SATC, CREA/SC, Ferticel, Josapar e Federarroz.

Fonte: Embrapa

COMENTE ABAIXO:
Advertisement
Click to comment

You must be logged in to post a comment Login

Leave a Reply

Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

Published

on

O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

Leia Também:  Setrabes leva espaço da Primeira Infância com atividades para crianças e famílias

 

Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

BOA VISTA

RORAIMA

POLICIAL

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA