Agronegócio

Curso a distância da Embrapa aborda técnica de compostagem

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Aproveitar os resíduos orgânicos gerados na propriedade é fundamental para promover a sustentabilidade agrícola e a conservação do ambiente. Mas como utilizar este material de forma a otimizar seu aproveitamento? A partir de setembro, a Embrapa Agrobiologia volta a disponibilizar gratuitamente o curso de Compostagem em formato EAD por meio da plataforma e-Campo, da Embrapa.

O curso já capacitou 7 mil pessoas desde 2018 quando foi lançada a primeira turma. São estudantes, produtores, técnicos das áreas rurais e urbanas de todas as regiões do país que buscam conhecimentos sobre o processo.

Informações sobre o curso

O objetivo é capacitar o aluno acerca de temas como matéria orgânica, aproveitamento de resíduos e compostagem, informações detalhadas sobre planejamento, condução e avaliação de processos de compostagem, além das principais formas de utilização de compostos orgânicos. São 12 aulas, distribuídas em 3 módulos que exigem cerca de 10 horas de dedicação.

O responsável pelo conteúdo é engenheiro agrônomo Marco Antônio de Almeida Leal, pesquisador da Embrapa Agrobiologia que trabalha com compostagem há mais de 15 anos. ““Esperamos que os alunos tenham acesso aos conhecimentos necessários para que possam realizar compostagens de maneira eficiente e que consigam melhorar o reaproveitamento de resíduos e subprodutos para a produção de insumos agrícolas”, afirma o pesquisador.

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O curso é gratuito e a inscrição pode ser feita a qualquer momento a partir de 1º de setembro, já que a oferta é contínua. Para se inscrever, o usuário deve acessar a plataforma e-Campo da Embrapa. Dúvidas podem ser sanadas pelo e-mail [email protected]  .

Compostagem

A compostagem é uma tecnologia que busca aumentar a eficiência dos processos de reciclagem de resíduos orgânicos, de modo que possam ser reaproveitados na agricultura com segurança. Milhões de toneladas de materiais orgânicos são geradas anualmente no Brasil, e o aproveitamento desse resíduo é fundamental para promover a sustentabilidade agrícola e a conservação do ambiente. A reciclagem evita que os nutrientes se acumulem em determinado local, podendo causar problemas ambientais, enquanto são demandados em outros locais para produção vegetal. No entanto, antes de serem empregados na produção agrícola, esses materiais orgânicos devem passar por processos de estabilização e descontaminação.

É aí que entra a compostagem, proporcionando as condições ideais para a obtenção de fertilizantes e substratos orgânicos, ricos em nutrientes e com níveis aceitáveis de contaminação. Ela é realizada por meio da utilização de materiais ricos em carbono e pobres em nitrogênio, como bagaço de cana, serragem ou palhada de gramíneas, misturados com materiais ricos em nitrogênio, como esterco bovino, torta de mamona ou folhas de leguminosas, visando à obtenção de uma mistura com teor mediano de nitrogênio.

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As matérias-primas devem ser misturadas, umedecidas e amontoadas em leiras – e o período de compostagem depende das características das matérias-primas utilizadas, da eficiência do processo e da forma de utilização do composto orgânico produzido, geralmente durando entre 60 e 120 dias.

Os processos de compostagem devem ser adequados à realidade brasileira e aproveitar os materiais localmente disponíveis, reduzindo a necessidade de mão de obra. A Embrapa desenvolve ações de pesquisa e capacitação sobre a compostagem de diversos materiais, determinando protocolos de produção e coeficientes técnicos do processo.

Fonte: Embrapa

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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