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Demanda fraca no início do ano pressiona preços da carne suína, mas exportações seguem em alta

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Consumo interno mais fraco reduz preços no mercado de suínos

O mercado de carne suína no Brasil iniciou o ano sob pressão, com queda nos preços do animal vivo e dos cortes no atacado. De acordo com o analista Fernando Iglesias, da Safras & Mercado, o movimento reflete o padrão sazonal do primeiro trimestre, quando o consumo tende a enfraquecer.

“O início do ano é marcado por menor poder de compra das famílias, devido a gastos como IPTU, IPVA e material escolar, o que reduz a demanda por proteína animal”, explica Iglesias. Além disso, as altas temperaturas típicas do período diminuem o consumo de carne suína, especialmente de produtos industrializados, como embutidos.

Queda generalizada nos preços em várias regiões do país

Levantamento da Safras & Mercado aponta que o preço médio do quilo do suíno vivo no Centro-Sul caiu de R$ 8,00 para R$ 7,84 na semana. No atacado, o pernil foi negociado a R$ 13,03 por quilo, enquanto a carcaça suína ficou em R$ 12,20.

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A arroba suína em São Paulo teve redução de R$ 167,00 para R$ 164,00. No Rio Grande do Sul, o preço na integração manteve-se em R$ 6,75, mas no mercado independente caiu de R$ 8,50 para R$ 8,42.

Em Santa Catarina, a integração seguiu estável em R$ 6,70, enquanto o preço no interior do estado subiu levemente, de R$ 8,40 para R$ 8,43. Já no Paraná, o quilo do suíno vivo variou entre R$ 8,35 e R$ 8,37 no mercado livre, e caiu de R$ 6,90 para R$ 6,80 nas integrações.

Outras regiões também registraram retração: em Campo Grande (MS), a cotação recuou de R$ 8,00 para R$ 7,90; em Mato Grosso, o valor em Rondonópolis caiu de R$ 8,00 para R$ 7,80 e, na integração, de R$ 7,20 para R$ 7,00. Em Minas Gerais, o preço passou de R$ 8,70 para R$ 8,30, e em Goiânia, permaneceu em R$ 8,20.

Exportações de carne suína mantêm ritmo forte em janeiro

Apesar do enfraquecimento do mercado interno, as exportações de carne suína “in natura” começaram o ano com desempenho expressivo. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 42,5 mil toneladas do produto nos primeiros seis dias úteis de janeiro, com uma média diária de 7,09 mil toneladas.

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As vendas externas renderam US$ 106,4 milhões, com média diária de US$ 17,7 milhões, e o preço médio do produto ficou em US$ 2.501,20 por tonelada.

Comparado a janeiro de 2025, houve crescimento de 81% no valor médio diário, alta de 77,4% na quantidade embarcada e ganho de 2% no preço médio — resultado que reforça a importância do mercado externo para equilibrar o setor neste início de ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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