Agronegócio

Embrapa Amapá instala mapa de áreas úmidas no Bioparque de Macapá

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O painel resulta do Projeto Olhos D’Água e ficará em exposição permanente. 

O Bioparque da Amazônia, localizado em área urbana de Macapá (AP), vai ganhar mais um atrativo. Na manhã desta quarta-feira, 16/11, a Embrapa Amapá fará a entrega do mapa das ressacas da Bacia Hidrográfica do Igarapé da Fortaleza, como parte do “Projeto Olhos d’água”, executado em parceria com o Instituto Estadual de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (Iepa) e recursos de emenda parlamentar do ex-senador João Alberto Capiberibe (PSB/AP). 

O painel ficará instalado de forma permanente na área do ecótono e será integrado à Trilha dos Guarda-Parques. A programação do evento inclui apresentação de alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Lúcia Neves Deniur (bairro Brasil Novo) que farão uma apresentação em libras, da música “Pérola Azulada”, dos compositores Zé Miguel e Joãozinho Gomes, como parte do programa Embrapa & Escola.   

Ressaca é um termo regional utilizado para nomear as áreas úmidas de características complexas, um ecossistema frágil de grande importância ambiental, inundadas periodicamente por influência do ciclo das chuvas e das marés, por meio de uma rede de canais e igarapés. O ecótono, ponto do Bioparque onde ficará exposto o mapa das ressacas, refere-se ao espaço onde ocorre o encontro entre ecossistemas formados por floresta de terra firme, cerrado e áreas úmidas (ressacas). Historicamente a população do Amapá, sobretudo das zonas costeiras de Macapá e Santana, mantém uma relação de proximidade com as ressacas, seja em recreação nos balneários ou atividades econômicas e culturais. Nos últimos 30 anos as ressacas também vêm sendo degradadas pela ocupação irregular para moradias em palafitas.   

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Os visitantes do Bioparque de Macapá poderão visualizar no mapa o traçado de localização das 16 ressacas que sofrem influência somente do ciclo das chuvas; e das 6 ressacas que são inundadas conforme o ciclo das águas das chuvas e das marés. Toda a área que compreende o Bioparque, por exemplo, está localizada na Ressaca Tacacá. Outros dados mostram que a Bacia do Igarapé da Fortaleza possui 169,40 km² – mesmo sendo uma das menores bacias do Amapá, abriga as duas maiores cidades do estado, que são a capital Macapá e a vizinha Santana – com 55,36 km² de áreas úmidas (ressacas) e nada menos que 30 olhos d’água. Para elaborar o mapa, a Embrapa utilizou dados do Zoneamento Econômico Ecológico Urbano das Áreas de Ressaca Macapá e Santana/2012; Projeto Base Cartográfica; Digital Contínua do Amapá/2016; dados do IBGE, da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e do DNIT.    

O projeto original “Olhos d’Água – Gestão Ambiental com participação social para a valorização dos serviços ambientais e belezas cênicas da bacia do Igarapé da Fortaleza”, foi idealizado para propor ferramentas de planejamento ambiental urbano, políticas de incentivo e restauração dos ecossistemas florestais e aquáticos e de compensação pelos serviços ambientais nas áreas de preservação permanente. Também tem a finalidade de gerar subsídios técnicos para a gestão da bacia hidrográfica do Igarapé da Fortaleza e formação de seu Comitê de Bacias; e subsídios técnicos para os Planos de Manejos das Unidades de Conservação localizadas nesta bacia hidrográfica.

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 Na fase de preparação para a entrega do mapa, os Guardas-Parques do Bioparque receberam capacitação sobre a importância das áreas de ressaca como “ar condicionado natural” e “filtro” de água a serviço da qualidade de vida e bem-estar da população. Na ocasião, pesquisadores do IEPA apresentaram dados sobre sistemas de áreas úmidas campestres, a importância de conhecer e cuidar das árvores e outras plantas que fornecem sombra, embelezam a paisagem e fornecem alimentos, a fauna registrada neste ambiente, e informações sobre a importância das abelhas, besouros e outros insetos para a qualidade ambiental do lugar onde vivemos.               

PROGRAMAÇÃO

 9 horas – Apresentação sobre o Projeto Olhos d’Água.  

– Apresentação da Música “Pérola Azulada”, em libras, pelos alunos do 4 º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Lucia Neves Deniur. Esta atividade faz parte do Programa Embrapa & Escola.

– Cantor e compositor Zé Miguel vai apresentar a música inédita “Olhos d´agua”.  

– Descerramento do painel com o mapa das ressacas da bacia do Igarapé da Fortaleza.

Fonte: Embrapa

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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