Agronegócio

Embrapa apresenta ativos para parceria no One Agro 2022

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A Embrapa participa, nos dias 7 e 8 de junho, da terceira edição do One Agro. O evento reunirá líderes do agro em Campinas (SP) para debates e discussões em torno da transformação do agronegócio brasileiro. O presidente da Embrapa, Celso Moretti, participará, no primeiro dia, do painel Transformação no Agro. No setor de exposições, a Empresa apresentará soluções tecnológicas e ativos para parceria, com destaque para os insumos biológicos.

Sustentabilidade econômica e ambiental no campo

Uma proteína derivada de um microrganismo capaz de controlar a escaldadura das folhas de cana-de-açúcar, uma praga comum dessa cultura e que causa grandes perdas na produção. Esta é a gluconacina, um dos ativos disponíveis para parceria e que a Embrapa Agrobiologia (Seropédica, RJ) apresentará ao público do One Agro.

Também para as lavouras de cana-de-açúcar, será apresentado o inoculante de bactérias desenvolvido pelos cientistas e que é capaz de suprir total ou parcialmente as necessidades nutricionais da cultura em relação ao nitrogênio. Os estudos mostram que é possível deixar de aplicar 30 quilos de nitrogênio por hectare ao ano, sem perda de produtividade, gerando uma economia de cerca de 50 mil toneladas de fertilizantes nitrogenados.

Ainda na linha dos insumos biológicos, o mesmo centro de pesquisas levará para o estande da Embrapa os fungos dark septate, microrganismos capazes de promover o crescimento de plantas. O inoculante à base desses fungos, desenvolvido no Centro de Recursos Biológicos Johanna Döbereiner, da Embrapa Agrobiologia, foi testado para plantas de arroz e tomate, em casa de vegetação e no campo. A tecnologia aguarda parceiros para novos testes e fabricação em grande escala.

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Soluções tecnológicas

Não são apenas potenciais tecnologias em desenvolvimento da Embrapa que serão apresentadas ao público do One Agro. Os participantes também verão soluções tecnológicas que já estão ao alcance do produtor, como o  AURAS®, um bioinsumo capaz de aumentar a resiliência das lavouras e a capacidade de tolerar longos períodos de estiagem e altas temperaturas.

A tecnologia, desenvolvida pela Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), em parceria com a NOOA Ciência e Tecnologia Agrícola, é resultado de mais de 12 anos de pesquisa e tem como base uma rizobactéria isolada da raiz do mandacaru. Trata-se do primeiro produto comercial destinado a mitigar os efeitos causados pelo estresse hídrico nas plantas e não tem concorrentes registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Além das novidades em bioinsumos, a Embrapa vai apresentar o AFERE em seu estande no One Agro. O software, desenvolvido pela Embrapa Soja (Londrina, PR), possibilita ao agricultor racionalizar o uso de fertilizantes nos sistemas de produção de soja, garantindo aumento de produtividade aliado à redução de custos. A nova plataforma on-line, planeja o manejo de adubação das áreas agrícolas, ajustado com as necessidades de reposição de nutrientes, considerando o histórico de produção da área avaliada e o balanço de entradas e saídas de nutrientes.

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Controle biológico

Lançado recentemente pela Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas, MG), o livro Controle biológico de pragas do milho: uma oportunidade para os agricultores será apresentado ao público do evento. A obra, do pesquisador Ivan Cruz, mestre e doutor em entomologia, manejo integrado de pragas e controle biológico, tem versões em português e inglês, e está disponível para ser baixada gratuitamente pelos links da biblioteca da Embrapa.

O One Agro é um evento realizado pela Syngenta, com o objetivo de conectar grandes líderes do setor agrícola para discutir importantes pontos de melhoria para o futuro da agricultura brasileira. A primeira edição do evento foi em 2019. Em 2020, por conta da pandemia, o One Agro não foi realizado e, em 2021, a edição foi totalmente virtual.

Fonte: Embrapa

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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