Agronegócio

Embrapa articula parcerias estratégicas com Governo do PR e Itaipu Binacional

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A busca por soluções que viabilizem o desenvolvimento da produção, processamento e exportação de peixes em cativeiro foi a pauta principal do encontro organizado pela Federação de Agricultura do Estado do Paraná e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Sistema FAEP/Senar), dia 25 de outubro, na sede da Usina Hidrelétrica Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu (PR). O chefe-geral da Embrapa Territorial, Gustavo Spadotti, participou da reunião, que contou com as presenças do General Carbonell (diretor de Coordenação de Itaipu), Jairo Gund (secretário de Pesca e Aquicultura do Ministério da Agricultura), Everton Souza (secretário de Desenvolvimento Sustentável e Turismo do Paraná), da chefe-geral da Embrapa Pesca e Aquicultura, Danielle de Bem Luiz, além de representantes do setor produtivo, cooperativas e sindicatos regionais paranaenses. A participação da Embrapa foi mediada por Carla Beck, assessora técnica do Meio Ambiente do Sistema FAEP/Senar e ponto focal no projeto Embrapa/FAEP. 

Como contextualiza Gustavo, a outorga e a concessão da licença ambiental para o uso de águas superficiais na criação de peixes são as principais demandas dos produtores aquícolas do Estado (que lidera a produção de tilápias no País). O grande entrave deste processo, ele observa, é a carência de informações quanto à vazão dos rios que cruzam os principais municípios produtores, bem como a disponibilidade dessa vazão para novas outorgas e licenciamentos. “Essas informações são fundamentais para o poder público no processo de análise da liberação ou renovação da licença ambiental”, ressalta.

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Durante o encontro, o gestor apresentou como o projeto Embrapa/FAEP poderá contribuir para a solução do problema. Ele mostrou o mapa das estações fluviométricas instaladas ao longo das bacias hidrográficas do Paraná, elaborado a partir do geoprocessamento dos dados públicos da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Os pontos, no entanto, não representam a totalidade dos equipamentos instalados, e, para que o trabalho se aproxime do número real, será necessário incluir outras bases de dados, como do Governo estadual e de instituições privadas. 

Um dos desdobramentos do encontro foi o entendimento sobre o compartilhamento de dados de vazão dos rios, de posse da Usina Hidrelétrica Itaipu Binacional, do Governo do Estado do Paraná e das cooperativas agropecuárias do Estado, representadas pela Ocepar, para a geração dos mapeamentos de disponibilidade hídrica no Paraná – produtos previstos no projeto Embrapa/FAEP. “Com o compartilhamento desses dados será possível atualizar o mapeamento e revelar os rios onde ainda não existem estações fluviométricas suficientes”, disse Gustavo. 

Para Carla Beck, assessora do Sistema FAEP/Senar, a parceria com Embrapa pode gerar um planejamento e uma gestão territorial para consolidação de regiões produtoras com projetos de desenvolvimento sustentável.

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Também foi acordada uma reunião entre o Núcleo de Inteligência Territorial (NIT) de Itaipu e o Grupo de Inteligência da Embrapa Territorial. O intuito é discutir elementos para a construção de um SITE Aquicultura para o Paraná, com a parceria da Embrapa Pesca e Aquicultura.

 

Fonte: Embrapa

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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