A 16ª edição do Congresso Internacional de Nutrição Funcional, de 15 a 17 de setembro, apresenta novos conceitos, pesquisas e desenvolvimento no campo da Gastronomia Funcional, sempre aliado aos conceitos da Nutrição Funcional. A Embrapa Cocais está representada por duas professoras da Universidade Federal do Maranhão – UFMA: Glória Bandeira e Yuko Ono, que participam da rede de pesquisa com alimentos à base de babaçu, liderado pela Embrapa Cocais. As professoras estão compartilhando estande com quebradeiras de coco da Rede Mulheres do Maranhão para apresentar os produtos farinha de mesocarpo, óleo e azeite de babaçu. Essa participação é fruto do acordo de cooperação técnica entre Embrapa, Fundação Vale e Estação Conhecimento de Arari. O evento, o maior da América Latina, está ocorrendo em São Paulo-SP com a temática central dos “5S”: Saúde Física, Saúde Emocional, Saúde Espiritual, Saúde Social e Saúde do Solo.
Segundo a chefe de transferência de tecnologia da Embrapa Cocais e coordenadora dessa rede de pesquisa, Guilhermina Cayres, os alimentos oriundos do babaçu são elementos potenciais para criar sistemas alimentares que valorizam a identidade sociocultural de povos e comunidades tradicionais do Maranhão, gerando trabalho e renda, inserindo o Maranhão como referência da bioeconomia e do uso sustentável de produtos da sociobiodiversidade do Estado. “O congresso é uma oportunidade de divulgar os trabalhos com inovação social e inovação aberta que a Embrapa vem fazendo em conjunto com a Universidade Federal do Maranhão, outros parceiros institucionais, e a atuação das quebradeiras de coco no desenvolvimento dos ativos tecnológicos”.
A professora Glória Bandeira avaliou que as palestras e oficinas têm mostrado a importância de se alimentar bem, com aproveitamento dos resíduos alimentares e preservação do meio ambiente, e ainda valorizando os componentes químicos presentes nos alimentos que contribuem para mais qualidade de vida e bem-estar. A docente Yuko Ono disse ter sido essa a primeira experiência no papel de apoio técnico de estande. “A experiência está sendo maravilhosa, muito aprendizado envolvido. A interação com as mulheres da cooperativa está sendo muito boa para conhecer mais de perto a luta e a determinação delas até chegarem a esse estágio, de trazer produtos num congresso da área dessa magnitude”.
Sobre o projeto – A rede de pesquisa com novos alimentos à base de babaçu tem o objetivo de desenvolver novos processos e produtos alimentícios feitos com a amêndoa e com o mesocarpo de babaçu e outros coprodutos com a possibilidade de ocupar novos nichos de mercado a partir da agregação de valor ao produto. O objetivo é promover a interação de conhecimentos técnicos e tradicionais, aumentando o valor agregado da produção artesanal com a inclusão das quebradeiras de coco no desenvolvimento de novos processos e produtos que atendam nichos de mercado que valorizam alimentos funcionais e artesanais. Os estudos abarcam diferentes exigências do mercado de alimentos: nutrição, saúde, qualidade e segurança alimentar, valorização dos produtos da culinária regional e da cultura regional, gastronomia e turismo, entre outros, além de permitir a inclusão social das quebradeiras de coco. O modelo de trabalho para o desenvolvimento das pesquisas iniciou no território do Vale do Itapecuru e agora está expandindo para outros territórios do Maranhão.
Fonte: Embrapa
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