Agronegócio

Embrapa discute projetos voltados para o fortalecimento da produção de morangos no Distrito Federal

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O cultivo de morango no Distrito Federal foi o foco das discussões que reuniu na Embrapa Hortaliças, no dia 27 de junho último, o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) Cândido Teles e vários representantes de instituições responsáveis por políticas públicas ligadas à agricultura e de uma cooperativa de produtores. Na ocasião, foram apresentadas as demandas da cadeia produtiva de morango na região, com destaque para a produção de mudas de alta qualidade e de novas cultivares desenvolvidas pela pesquisa, além outras questões relacionadas à fertilidade dos solos, nutrição de plantas, manejo de irrigação e manejo fitossanitário.

O chefe-geral da Embrapa Hortaliças Warley Nascimento, além do chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento Flávio Fernandes e vários pesquisadores da Unidade, que trabalham com a cultura do morango, participaram da reunião, que contou com a apresentação de diferentes pesquisas em curso e uma visita à área de experimentos em sistema de cultivo sem solo em ambiente protegido.

Preço alto e baixa qualidade das mudas foram os gargalos apontados por Luciano Mendes, secretário-executivo de Agricultura do Distrito Federal (Seagri-DF). Segundo ele, como não há produção local de mudas, as que são utilizadas pelos produtores são produzidas em outras regiões do Brasil ou importadas do Chile e Argentina, principalmente, “só que cada vez custam mais e com menos qualidade”.

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 “Um trabalho conjunto entre a Seagri-DF, Embrapa Hortaliças e Emater-DF, em parceria com os produtores, teria como objetivo encontrar soluções para que possamos superar esse grande desafio”, assinala o secretário, ao lembrar o que considera um avanço com relação a essa problemática, a exemplo do acordo firmado entre a Embrapa Hortaliças com uma empresa privada para contemplar os produtores de morango.

O avanço apontado pelo secretário refere-se ao projeto associado ao uso e manejo de novas tecnologias e sua aplicação na produção de mudas de morangueiro, essência do Acordo de Cooperação Técnica celebrado em março último entre Embrapa Hortaliças e a empresa Vegetal Agronegócios Ltda, distribuidora de insumos agrícolas. O projeto envolve atividades conjuntas entre as partes, visando à obtenção de mudas – a partir do próximo ano –  de elevado desempenho agronômico, produzidas em sistema sem solo. 

De parte da Emater-DF, foi anunciada a disposição de instalar Unidades Demonstrativas (UDs), em parceria com a Embrapa Hortaliças e produtores de morango, para servirem como áreas de validação de materiais e de readequação de manejos, notadamente adubação, irrigação e controle de pragas, para que o produtor disponha desse conhecimento de forma integrada.

COOPERBRAZ

Na opinião de Manoel Machado Filho, gerente da Cooperativa de Produtores de Brazlândia (Cooperbraz), principal polo produtor de morango no Distrito Federal, “foi muito importante saber que a Embrapa Hortaliças está desenvolvendo projetos com potencial para atender as nossas demandas”.

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De acordo com o gerente, esse olhar da instituição representa um reforço significativo para uma atividade altamente geradora de mão de obra, o que representa mais empregos e melhoria das condições de vida das pessoas. “Um hectare plantado com morango emprega no mínimo quatro pessoas, isto é, é necessária a presença humana, ao contrário de culturas mecanizadas como soja, milho e até mandioca”, pontua Mendes, ao chamar a atenção para as demandas do setor.

“Precisamos de suprir as nossas carências por insumos mais baratos e por variedades de morango adaptadas às condições de nossa região e é um grande alento saber que essa instituição está investindo em questões tão relevantes para a nossa cooperativa de morangueiros”.

PROJETOS

Além da parceria com a empresa Vegetal para produção de mudas de morangueiro em sistemas sem solo, a Embrapa Hortaliças trabalha junto com Embrapa Clima Temperado (Pelotas-RS) no desenvolvimento de cultivares de morango para as condições do DF. Também na agenda de trabalhos, outros projetos de pesquisa que visam subsidiar o melhor manejo da cultura do morango, a implantação de cultivos hidropônicos e um melhor manejo pós-colheita dos frutos. 

Fonte: Embrapa

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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