Agronegócio

Evento discute cadeias produtivas de alho e cebola no Brasil

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A Embrapa Hortaliças (DF) sediou nesta quinta-feira (15/09) o primeiro dia de atividades do III Encontro Nacional Técnico do Alho e Cebola, organizado pelas Associações Nacionais dos Produtores de Alho (Anapa) e de Cebola (Anace).  O evento – que teve como principal objetivo contribuir para o fortalecimento dessas duas culturas no Brasil, promovendo a integração e troca de informações entre os públicos interessados no tema – contou com a participação de mais de 170 pessoas, entre pesquisadores, estudantes universitários, representantes de empresas e produtores.

“Conseguimos atender as demandas que os produtores trouxeram até as associações. Então, a sensação é de missão cumprida e já estamos pensando no próximo”, avaliou o presidente da Anapa e Anace, Rafael Corsino. Em sua fala na abertura do Encontro, Corsino destacou que a parceria com as instituições de pesquisa gera impactos positivos para quem está no campo.

“Como produtores temos que estar alinhados com as universidades e as empresas de pesquisa como a Embrapa, levando nossas dificuldades e problemas, porque eles têm a solução. Foi graças às respostas das pesquisas da Embrapa e de outras instituições que conseguimos expandir a nossa produção de alho e passar de 30% para 70% o abastecimento do mercado nacional”, acrescentou.

Tecnologia

O chefe-geral da Embrapa Hortaliças, Warley Marcos Nascimento, lembrou que o Programa de Melhoramento Genético de Alho da Unidade completou 30 anos em 2022. Nesse programa, a tecnologia do alho-semente livre de vírus é baseada em um processo de limpeza para eliminação de vírus e outros patógenos do alho. “Não é só o fornecimento de alho- semente com melhor qualidade fisiológica e sanitária, mas essa tecnologia possibilitou o aumento de produtividade em várias empresas”, assinalou.

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De acordo com Nascimento, o trabalho da Embrapa tem contribuído também para o desenvolvimento da agricultura familiar e expandido a cultura do alho em outras regiões como Paraná, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Piauí. “Estamos ajudando a gerar empregos e renda no Brasil”, ressaltou.

O secretário de Agricultura Familiar do Ministério da Agricultura, Márcio Cândido, ressaltou a importância dessas iniciativas. “Temos muitas parcerias com a Embrapa que são válidas porque conseguem ampliar as possibilidades e a segurança para o agricultor produzir”. O secretário destacou ainda o papel associações e cooperativas para fortalecer os produtores.

Campo

Após a cerimônia de abertura, os participantes conheceram as ações da Unidade relacionadas a doenças de solo e ao alho-semente livre de vírus. No telado de cultivo de cebola, os pesquisadores Valdir Lourenço e Walter Oliveira, da Embrapa Hortaliças, apresentaram informações sobre tratamento, prevenção e diagnóstico de raiz rosada. O pesquisador Francisco Vilela, também da Unidade, mostrou a produção do alho-semente livre de vírus, o banco de germoplasma e o banco com os vírus identificados.

Palestras

III Encontro Nacional Técnico do Alho e Cebola contou com cinco palestrantes. As discussões técnicas começaram com o diretor-geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio, Rodrigo Capella, que palestrou sobre comercialização de alho e cebola.

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O auditor-fiscal do Ministério da Agricultura Luís Eduardo P. Rangel falou sobre o Plano Nacional de Fertilizantes. Já a engenheira-agrônoma Elisangeles Souza, do Departamento Técnico Econômico do Sistema formado pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (SENAR), trouxe o tema Minor Crops (culturas que ocupam pouca área em comparação às grandes culturas, como soja e milho).

O doutor em manejo integrado de plantas daninhas e professor da Universidade Federal de Viçosa, Campus de Rio Paranaíba (MG), Marcelo Reis, abordou as questões relacionadas a herbicidas. E o produtor da Serra do Ibiapaba (CE) Francisco Aliomar Albuquerque Feitosa finalizou as discussões técnicas falando sobre Tecnologia de Aplicação.

O evento termina nesta sexta-feira (16/09), com uma visita de campo ao centro de processamento e armazenamento da Fazenda Matrice, na região do PAD-DF.

Com informações da Assessoria de Imprensa da Associção Nacional dos Produtores de Alho (Anapa).

Fonte: Embrapa

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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