Agronegócio

Feira de Ciências: painel vai discutir políticas de inclusão e acesso ao conhecimento sobre ciência, tecnologia e inovação no Brasil

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A quinta edição da feira de ciência e tecnologia “Pesquisadores do Futuro: Inclusão de Crianças e Jovens do Distrito Federal e Entorno no Mundo da Ciência”, que acontece entre os dias 18 a 21 de outubro, será oficialmente aberta com a apresentação do painel “Políticas em ciência, tecnologia e inovação no Brasil”.

Durante o evento, serão apresentadas palestra e mesa-redonda com o tema “Inovar na educação”. O painel terá participação de representantes da Secretaria de Saúde do Distrito Federal e dos projetos Hortas Pedagógicas e Plantar, Colher e Cozinhar.

“Como despertar a experiência alimentar em crianças?” é o título da palestra de Sumara Santana, nutricionista da Secretaria de Saúde do DF, para quem o comer “envolve fatores biológicos, históricos, sociais, econômicos, culturais e emocionais”.

Segundo ela, o desafio é justamente identificar os caminhos para estimular e motivar as crianças a terem uma alimentação saudável. “Vamos falar de três fatores importantes para construir a motivação interna das crianças e também trazer exemplos bem-sucedidos nessa missão”, adianta Santana.

Plantar, Colher, Cozinhar

Já a palestra de Viviane Prets – coordenadora do projeto Plantar, Colher e Cozinhar, de Porto Alegre (RS) – partirá do tema “Aprender plantando na Educação Infantil e no Ensino Fundamental”, com abordagens sobre as experiências vivenciadas no cultivo com hortaliças, da semente até a colheita.

“A festa da colheita é feita mensalmente com a oficina culinária e uso de vegetais colhidos pelas crianças que, ao longo dos meses, são apresentados a novas hortaliças, culminando com a formatura de pequenos horticultores no fim do ano”, explica Prets.

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Hortas Pedagógicas

No caso do Projeto Hortas Pedagógicas (PHP), que vem ganhando espaço em vários estados do Brasil, as linhas de atuação e as experiências exitosas serão apresentadas pela coordenadora Keliane Fuscaldi, que atua no Programa Nacional de Agricultura Urbana, no âmbito de Ministério da Cidadania.

“No estado do Tocantins, o PHP contribuiu para a formulação de projeto de lei que incentiva as hortas pedagógicas, enquanto no Pará a horta foi fundamental para promover a segurança alimentar e nutricional de estudantes, suas famílias e comunidades próximas durante a pandemia de Covid-19”, exemplifica Fuscaldi.

Desigualdades

De acordo com Warley Nascimento, chefe-geral da Embrapa Hortaliças, que abrirá a feira com a palestra “Difusão e popularização da ciência pela Embrapa Hortaliças”, a ideia é reduzir a distância entre o ensino e a pesquisa na educação.

Para ele, o painel tem como pano de fundo “disseminar e popularizar soluções de pesquisa, desenvolvimento e inovação que possam impactar positivamente na redução das desigualdades entre os segmentos da sociedade, especialmente os mais vulneráveis”.

A partir dessa perspectiva, Nascimento aposta na presença de professores, coordenadores, pesquisadores, estudantes e da sociedade em geral para uma participação nas discussões.

“Nosso objetivo é identificar oportunidades para uma conscientização sobre a importância da ciência no cotidiano das pessoas, assim como o seu papel como indutor no desenvolvimento científico, social e humano”, assinala.

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SNCT

A quinta edição da feira de ciência e tecnologia “Pesquisadores do Futuro: Inclusão de Crianças e Jovens do Distrito Federal e Entorno no Mundo da Ciência” está alinhada às atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que em 2022 tem como temática o “Bicentenário da Independência: 200 anos de Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil”.

Segundo os organizadores do evento promovido pela Embrapa Hortaliças – numa ação conjunta com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – as atividades que serão desenvolvidas durante a SNCT em todo o Brasil estão em consonância com os principais objetivos da feira.

“Com a proposição ‘Ciência para a redução das desigualdades’, queremos popularizar a ciência para reduzir a distância entre o conhecimento e a sua aplicação para a melhoria da qualidade de vida da população”, destaca o chefe-geral da Embrapa Hortaliças.

SERVIÇO

V Feira de Ciências – Pesquisadores do Futuro: Inclusão de Crianças e Jovens do DF e Entorno no Mundo da Ciência

Local – Embrapa Hortaliças: Rodovia BR 060 Km 09 (Brasília-Anápolis) Fazenda Tamanduá

A Feira é aberta ao público em geral, para participar é necessário agendar pelo telefone (61) 3385-9110

Fonte: Embrapa

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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