Agronegócio

Feira mostra a ciência presente no cotidiano para estudantes do DF e Entorno

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O cotidiano vivenciado na Embrapa Hortaliças (Brasília – DF), onde predomina o ambiente introspectivo da pesquisa, foi substituído por um alarido de vozes com a presença de crianças e adolescentes que percorriam os espaços especialmente preparados para descortinar aos visitantes, de forma lúdica e participativa, o mundo da ciência por trás da produção de alimentos, no período de 18 a 21 de outbro. 

Cerca de cinco mil estudantes de escolas públicas e privadas participaram da quinta edição da Feira de Ciências “Pesquisadores do Futuro: Inclusão de Crianças e Jovens do DF e Entorno no Mundo da Ciência”, com o tema “Ciência para a Redução das Desigualdades”.

Atrações não faltaram e incluíram atividades interativas, a exemplo das oficinas com demonstrações de produção de mudas, e do funcionamento do laboratório futurista de mudanças climáticas. A programação ainda contemplou a apresentação de tecnologias sustentáveis, como a da hidroponia, onde as plantas são cultivadas na água com adição de nutrientes e uso mínimo de agentes químicos nessa forma de cultivo.

Outro espaço de sucesso incluiu experiências sobre economia de energia. Na unidade móvel da Neoenergia os alunos aprendiam sobre economizar energia no ambiente doméstico e identificavam materiais condutores e não-condutores de energia, inclusive a energia corporal.  A experiência levou o aluno Leonardo Menezes da 5ª série da Escola Prudente de Moraes, em Santo Antônio do Descoberto, cidade do Entorno do DF, a apontar a prática como a que mais atraiu a sua atenção. “Muito bom aprender e ver tudo isso de pertinho”, considerou.

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Já a estudante Júlia Silva, da 7ª série da escola Cora Coralina, também em Santo Antônio do Descoberto, mostrou um interesse especial nos microscópios que deixavam entrever fungos e bactérias. “Fiquei sabendo que muitos desses “bichinhos” só podem ser vistos nesses aparelhos e se não forem combatidos podem fazer a planta morrer”.

Futuro

A postos, pesquisadores e analistas recebiam os visitantes curiosos e interessados em novas descobertas. Responder às perguntas sobre o processo de multiplicação de plantas in vitro ocupou boa parte do tempo da analista Sarita Meireles, nas conversas com estudantes no laboratório de Biologia Celular. Uma missão que a analista classificou como “muito gratificante pela oportunidade de mostrar o trabalho e ao mesmo tempo desmistificar o senso comum de que a ciência é de difícil compreensão, uma experiência que, acredito, pode fazer a diferença na vida dessas crianças”.

“É muito bom pensar que o futuro pode estar na nossa frente, representado por esses alunos, que demonstram com perguntas – algumas simples, outras mais complexas – uma curiosidade e uma vontade de levar a experiência para a sua vida”, destaca Meireles. E exemplifica: “Uma das crianças presentes, e campeã das perguntas, quis saber se poderia repetir na sua casa os experimentos que ele via no laboratório, o que demonstra um genuíno interesse por esse conhecimento”.

Ao comentar mais uma edição da feira, Warley Nascimento, chefe-geral da Embrapa Hortaliças e coordenador do evento, assinalou ter valido muito a pena todo o esforço despendido na preparação, o compartilhamento com alunos e professores em atividades que mostravam a ciência por trás do alimento e a atuação da Unidade nesse universo.

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“Como a Embrapa Hortaliças trabalha com hortaliças, aproveitamos a oportunidade para mostrar a essa garotada, e ao público em geral que compareceu à feira, a importância de consumir hortaliças para a nossa nutrição e, consequentemente, para a nossa saúde”, sublinhou Nascimento, para quem “o sucesso do evento superou todas as expectativas”.

Parcerias

Diversas empresas contribuíram para o sucesso destacado por Nascimento, entre elas a Secretaria de Educação do Distrito Federal, que disponibilizou ônibus e lanches para os alunos e a empresa Trebeschi (uma das maiores produtoras de tomate do País), que forneceu cinco mil bandejinhas de tomate do tipo grape para degustação, e as interações com os estudantes promovidas pela Embrapa Cerrados e pelas empresas Neoenergia, Adasa, Detran, Sesc e Meta Reciclagem.

Semana de C&T

Promovida pela Embrapa Hortaliças com o apoio do CNPq, a 5ª edição da Feira de Ciências “Pesquisadores do Futuro: Inclusão de Crianças e Jovens do DF e Entorno no Mundo da Ciência” se inseriu no contexto da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que este ano trouxe como tema “Bicentenário da Independência: 200 Anos de Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil.

Fonte: Embrapa

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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