Agronegócio

Intercâmbio genético de gergelim e amendoim poderá estreitar laços da Embrapa com centros de pesquisa estadunidenses

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Início de uma articulação interinstitucional ocorreu durante visita técnica em áreas de cultivo no Texas e Oklahoma

Pesquisadores da Embrapa e de centros de pesquisa e ensino estadunidenses iniciaram as primeiras discussões sobre uma provável cooperação técnica com intuito de partilhar material genético das culturas do gergelim e do amendoim. A ideia é que a estatal brasileira tenha acesso ao banco de germoplasma americano visando a ampliar suas pesquisas com melhoramento genético.

As primeiras negociações bilaterais nesse sentido foram iniciadas em setembro durante uma visita técnica dos brasileiros às principais áreas de cultivo no Texas e Oklahoma. “Nossos principais interesses são com os materiais genéticos de gergelim com potencial para semi-indescência, que é a qualidade que garante com que as sementes fiquem retidas nos frutos, para melhorar os processos na colheita, e ainda ampliar o leque de cultivares com ‘flavores’ do óleo diferenciados”, diz a pesquisadora da Embrapa Algodão, Nair Helena Arriel que compôs a missão brasileira na visita.

Arriel acrescenta que o intercâmbio poderá ser oficializado nos próximos meses deve trazer para o Brasil metodologias novas. Na oportunidade, a missão brasileira conheceu de perto as instalações da empresa SESACO, uma das mais antigas empresas com trabalhos de melhoramento do gergelim e maiores beneficiadoras estadunidenses de gergelim.

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A pesquisadora, que é atualmente chefe adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Algodão (Campina Grande – PB), expôs detalhes da visita técnica na manhã desta quarta-feira, 6, durante reunião virtual da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). “Em trabalhos conduzidos e vinculados a projetos de pesquisa coordenados pela Unidade foi demonstrado que a partir de ajustes nos implementos de colheita é possível reduzir as perdas de grãos durante o processo da colheita. Nos últimos anos, nossas pesquisas proporcionaram uma redução nas perdas na colheita do gergelim que antes chegavam a 40% para apenas 18%. A Embrapa já entregou ao agro brasileiro oito cultivares de gergelim, sendo que duas destas estão sendo disseminadas em 29 campos de multiplicação, ocupando 708 hectares”, afirmou Nair Helena. 

Ela diz que, além do importante valor nutricional da planta, o gergelim possui tolerância excelente ao deficit hídrico, se tornando uma alternativa competitiva para a rotação ao cultivo do algodão, do milho e da soja no Centro-Oeste brasileiro. “O gergelim teve expansão de cultivo de 260% nos últimos anos e superou, na última safra, U$1.300, com seu óleo sendo vendido a mais de U$ 3.000”, destaca.

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Além empresa Sesaco, a delegação brasileira visitou a Universidade Texas A&M Agrilife onde foram apresentados e discutidos estudos de pesquisa e inovação com a cultura do amendoim. “Três pilares foram definidos para a colaboração EUA/Brasil nessa área: intercâmbio de pesquisadores e estudantes, troca de materiais genéticos, co-desenvolvimento de novas cultivares comerciais e calendário de novas visitas técnicas bilaterais”, acrescenta a pesquisadora da Embrapa.
 
Para Afrânio Migliari, da Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Grãos Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (APROFIR), há uma nova demanda de tecnologia de irrigação na região de Primavera do Leste, e que na última safra ocorreu uma incremento de dois mil hectares de amendoim na região de Sorriso. “Nossos principais gargalos agora é substituir os nossos materiais sem origem e trabalhar a homogeneização de sementes. Há um potencial de exportação enorme, ainda não calculado, principalmente para Índia e China”, garante.

Além de Nair Helena, a reunião contou ainda com a participação de Laurimar Vendrusculo, chefe-geral da Embrapa Agrossilvipastoril (Sinop -MT), e Alexandre Lima Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja (Londrina – PR).

Fonte: Embrapa

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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