Agronegócio

LEITE/CEPEA: Com paralisações, perecibilidade preocupa

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Cepea, 4/11/2022 – Os bloqueios em rodovias têm impedido fluxos comerciais e, para o setor do leite, a preocupação é acentuada por conta da perecibilidade do leite cru, matéria-prima dos laticínios, e também de grande parcela dos lácteos. De modo geral, colaboradores do Cepea indicam que os bloqueis impactaram negativamente as atividades em todas as regiões – sobretudo entre segunda-feira, 31, e quarta-feira, 2. A captação do leite pelos laticínios junto às fazendas foi menos afetada do que o transporte dos derivados lácteos aos canais de distribuição – uma vez que em muitos locais foi possível se utilizar de vias vicinais para a coleta nas propriedades. Agentes de mercado consultados pelo Cepea relataram dificuldades em assegurar a coleta do leite cru nos entrepostos de resfriamento e fazer o transporte até as indústrias. Eventualmente, os bloqueios cederam passagem para as cargas perecíveis, sobretudo à noite, mas, em geral, houve atraso na recepção do leite cru nas indústrias, e as perdas foram pontuais. Os bloqueios prejudicaram mais intensamente a logística dos produtos já processados, com cargas represadas em diversas rodovias no início desta semana. As paralisações também impediram o retorno dos caminhões esvaziados para serem usados em viagens posteriores. Assim, todas as indústrias relataram problemas nas negociações junto aos canais de distribuição. O maior ponto de atenção se dá em Santa Catarina. Ainda assim, agentes do setor não acreditam que os bloqueios tenham força para provocar desabastecimento ou alterações bruscas nas tendências de mercado. Nessa quinta-feira, 3, inclusive, as atividades estavam menos tumultuadas e, apesar de ainda haver atrasos em alguns pontos, na maioria dos casos, os agentes de mercado já consideraram as atividades próximas da normalização. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Fonte: CEPEA

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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