Agronegócio

Mercado do Milho: Colheita Avança no Campo, Mas Negociações e Preços Seguem Desafiados

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O avanço da colheita e do plantio do milho nas principais regiões produtoras do país marca o início de março com bom desempenho no campo, mas com um mercado travado e cauteloso. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, a liquidez segue baixa e as negociações comerciais enfrentam resistência tanto por parte dos produtores quanto dos compradores, em meio à pressão sobre os preços e à preferência por operações pontuais.

Progresso da Safra 25/26 no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, a colheita da primeira safra 25/26 já alcançou cerca de 75% da área plantada, superando os 68% da semana anterior e mantendo-se próxima à média histórica, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento.

As produtividades têm se mostrado dentro do esperado, ainda que algumas regiões, como a Fronteira Oeste, registrem perdas superiores a 40%. Em áreas irrigadas de São Gabriel, os rendimentos chegam a 12 mil quilos por hectare, enquanto em municípios como Erechim e Caxias do Sul, a média se mantém em torno de 9 mil quilos por hectare.

O preço médio estadual apresentou queda de 0,97% na semana, ficando em R$ 58,24 por saca, com variações entre R$ 56 e R$ 64, conforme a região de comercialização.

Desempenho das Demais Regiões do Sul

Em Santa Catarina, a colheita atingiu 28% da área, abaixo da média esperada de 36% para o período. A comercialização permanece travada, com produtores pedindo cerca de R$ 75 por saca, enquanto as ofertas giram em torno de R$ 65, limitadas pelos custos logísticos e baixa atratividade de novos contratos.

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No Paraná, a colheita da primeira safra avançou para 42%, acima da média histórica, e o plantio da segunda safra já cobre aproximadamente 45% da área estimada. Apesar disso, o mercado local segue com negócios restritos e preços regionais ajustados conforme a dinâmica de custos e demanda.

Mato Grosso do Sul: Safrinha Avança com Bons Indicativos

No Mato Grosso do Sul, o plantio da safrinha já alcançou 45% da área, superando a média histórica para o período. As cotações variam entre R$ 54 e R$ 56,50 por saca, com leve recuperação após quedas recentes. Mesmo assim, o mercado ainda carece de fluidez, com demanda seletiva e vendas pontuais.

Mercado Internacional: Chicago em Alta com Apoio das Exportações dos EUA

Na Chicago Board of Trade, os preços futuros do milho iniciaram a terça-feira (03) em leve alta. Por volta das 9h44 (horário de Brasília), os contratos registravam valorização: março/26 cotado a US$ 4,38 e maio/26 a US$ 4,51 por bushel.

O movimento foi impulsionado por um relatório positivo do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que indicou inspeções de exportação próximas de 1,86 milhão de toneladas, um dos maiores volumes do ano, embora ligeiramente abaixo da semana anterior.

B3: Futuro em Alta, Mas Mercado Interno Continua Oscilante

No Brasil, a B3 apresentou alta nos preços futuros do milho na manhã de terça-feira, com valores entre R$ 70,10 e R$ 72,33 por saca. Apesar do movimento positivo, a TF Agroeconômica observa que o mercado físico segue com ritmo lento.

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Entre os principais fatores destacados:

  • Produtores aguardam melhores preços, adiando vendas;
  • Indústrias compram com cautela, apenas volumes imediatos;
  • Oferta concentrada na soja, reduzindo a disponibilidade de milho;
  • São Paulo mantém preços firmes devido à oferta restrita;
  • No Sul, as cotações são mais fracas, mas quedas maiores são evitadas pela retenção de estoques.
Fechamento dos Principais Contratos Futuros na B3

Na última sessão, os contratos apresentaram pequenas variações:

  • Março/26: R$ 71,85 (queda diária, mas alta semanal);
  • Maio/26: R$ 71,51;
  • Julho/26: R$ 69,80.
Cenário Internacional e Custos de Produção

Nos Estados Unidos, os contratos de março chegaram a encerrar a US$ 4,33 por bushel, refletindo pressões do dólar forte e de mercados globais mais fracos.

Outro ponto de atenção é a alta de 13% no preço da ureia, que atingiu US$ 606 por tonelada no Golfo, impactando diretamente os custos de produção e a rentabilidade da safra 2026/27.

No Brasil, o plantio da safrinha já cobre 66% da área estimada, número ainda abaixo dos 80% registrados no mesmo período do ano passado, o que aumenta a incerteza sobre a oferta futura e mantém o setor em alerta para os próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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