Agronegócio

Parasitas em camarão-da-amazônia são tema de pesquisa da Embrapa no Congresso Amapaense de Iniciação Científica

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Uma análise conduzida nos laboratórios da Embrapa Amapá, com amostras de materiais coletados no município de Santana (AP), aponta três espécies do gênero Probopyrus sp. parasitando camarão-da-amazônia. Resultados parciais desse estudo serão apresentados pela bolsista Paula Taís Cantuária Santos, do Programa de Iniciação Científica PIBIC / CNPq / Embrapa, orientada pela pesquisadora Jamile da Costa Araújo, durante o XI Congresso Amapaense de Iniciação Científica, na manhã de 19/10 (quarta-feira), na Universidade do Estado do Amapá (Ueap), em Macapá. Também assinam a publicação referente a esta pesquisa, o pesquisador da Embrapa Amapá, Jô de Farias Lima; e o doutorando em Biodiversidade Tropcial, Sting Silva Duarte.      

De acordo com a publicação técnica da pesquisa, do total de 4.132 mil camarões capturados, 216 espécimes estavam parasitados (5,22% do total), sendo realizada, especificamente neste estudo, uma análise preliminar em 30 exemplares contendo em sua maioria fêmeas ovígeras, em estágio de maturação adulto. “No presente estudo, 56,66% dos camarões parasitados eram fêmeas e 54,44% machos. E em 100% dos animais parasitados, somente uma câmara branquial estava ocupada pelos ectoparasitas”.  

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O ectoparasito Probopyrus sp. pode afetar a população de camarão-da-amazônia e sua comercialização. O objetivo desse estudo preliminar foi caracterizar a fecundidade de Probopyrus sp. parasitados em Macrobrachium amazonicum, proveniente da Ilha de Santana (AP). As amostras foram coletadas mensalmente, durante onze meses, utilizando armadilha de matapi, contendo iscas de babaçu. Os autores descrevem que após a coleta, foi realizada a identificação taxonômica, sexagem e biometria dos animais. No laboratório na Embrapa, a câmara branquial dos camarões parasitados foi aberta com uma tesoura, os parasitas removidos com o auxílio de uma pinça e identificados sob a lupa, e feita o cálculo da fecundidade por meio de contagem total de ovos. O XI Congresso Amapaense de Iniciação Científica é um evento vinculado à programação local da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

Fonte: Embrapa

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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