Agronegócio

Pesquisadora brasileira participa de treinamento nos Estados Unidos voltado para mulheres da área de geotecnologias

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Compartilhar experiências e conhecimento para fortalecer centros de trabalho nas discussões sobre mudanças climáticas foi a principal mensagem

A pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente Luciana Spinelli participou do “Train the Trainers: Empowering Women in Geographic Information Systems and Environmental Sciences”, de 15 e 20 de maio, na Universidade Estadual do Arizona (ASU), Estados Unidos. O treinamento teve como objetivos apoiar o aprimoramento das competências técnicas e profissionais das participantes desenvolvendo habilidades de liderança e gestão, além de incentivar a participação de mulheres nas ciências geoespaciais e ambientais. 

A pesquisadora foi uma das 6 brasileiras que integraram um grupo de 23 mulheres da área de geotecnologias dos países parceiros Brasil, Colômbia, Equador, Guiana e Peru. O evento foi patrocinado pelo SERVIR, uma iniciativa conjunta da NASA e da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) visando empregar tecnologia geoespacial para abordar questões ambientais. Durante uma semana de palestras e práticas em laboratório coordenadas por profissionais mulheres da ASU e NASA, o grupo discutiu e analisou conjuntos de dados abertos e ferramentas geoespaciais e praticou técnicas para potencializar o networking e expandir suas carreiras.

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As diretrizes apresentadas pelas palestrantes durante o evento, sobre  a necessidade de dados de campo para embasar análises de dados de satélites, especialmente em regiões remotas,  e a utilização de plataformas colaborativas para compartilhamento de dados entre grupos de pesquisa e sociedade, se mostraram bastante alinhadas às iniciativas da equipe da Embrapa Meio Ambiente, especialmente com o Sistema AgroTag.

“Ao final do evento tivemos a oportunidade de apresentar propostas de treinamentos integrando nossas linhas de trabalho com os aprendizados do curso, ocasião que apresentei o Sistema AgroTag, que já tem um formato de capacitação consolidado”, explica Spinelli. 

Além de ter como premissa a estruturação de uma Rede Colaborativa sobre uso e cobertura das terras, o  AgroTag já vem sendo utilizado pelo Governo do Pará, parceiro do Servir-Amazônia, para monitoramento de propriedades rurais do estado, e também testado para apoiar os resultados do projeto do Servir com a Embrapa Amazônia Oriental que busca estabelecer um serviço de mapeamento dos Sistemas Agroflorestais (SAFs) e da agricultura perene no estado do Pará. “Isso demonstra que estamos alinhados com metodologias e iniciativas de grupos da NASA e da Universidade do Arizona, referências em pesquisa e inovação “, destaca a pesquisadora.

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Ainda de acordo com a pesquisadora, além da interação com ferramentas geoespaciais e a identificação de potenciais parcerias para projetos, a participação no evento possibilitou a convivência e troca de experiências entre as participantes e palestrantes, criando uma rede de contatos entre mulheres da área de geotecnologias e reforçando as capacidades de liderança e empoderamento desse grupo de profissionais. 
“Nosso grupo da Embrapa já tem trabalhado com processamento de imagens em nuvem utilizando o Google Earth Engine, uma das ferramentas utilizadas no treinamento, e agora ampliamos nossa rede para troca de informações sobre essa plataforma. 

Fonte: Embrapa

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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