Agronegócio

Produção de café robusta do Vietnã atinge 30 milhões de sacas que correspondem a 38,5% da safra mundial dessa espécie

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Produção brasileira de café robusta foi estimada em 17 milhões de sacas que equivalem a 56% da safra vietnamita e 22% da mundial em 2021-2022

A produção de café em nível mundial prevista para a safra 2021-2022 foi estimada em 167,5 milhões de sacas de 60kg, das quais 77,9 milhões de sacas são da espécie de Coffea canephora (robusta + conilon), volume físico que corresponderá a 46,5% da produção global. E, em complemento, a produção de Coffea arabica foi calculada em  86,9 milhões de sacas, a qual equivalerá a 53,5% do total de café que será produzido no mundo no período em foco.

O Vietnã, país asiático que vem se consolidando há vários anos como o maior produtor de C. canephora, terá sua produção cafeeira majoritariamente dessa espécie, cujo volume físico, estimado de 30 milhões de sacas, será o equivalente a 38,5% da safra mundial. E, quanto à produção de C. arabica, a safra vietnamita foi calculada em apenas 1,1 milhão de sacas, o que permitirá ao país asiático ter uma produção total de 31,1 milhões de sacas de 60kg, que equivalerá a 18,5% da produção total mundial, no período em foco.

Especificamente em relação à produção brasileira de C. canephora, que foi estimada em 16,95 milhões de sacas de 60kg, caso tal estimativa se confirme no período estudado, seu volume equivalerá a 56,5% da produção vietnamita, e, em menor escala, a 21,7% do total dessa espécie produzida mundialmente em 2021-2022. Neste contexto, vale ressaltar que, o Brasil, historicamente, desponta como o maior produtor mundial de café, somando obviamente as safras das duas espécies (C. arabica e C. canephora), as quais, em média, correspondem a um terço da safra do Planeta, e, na safra em foco, precisamente a 33,2%.

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Adicionalmente, é oportuno destacar que os dados estatísticos e demais números da produção cafeeira nacional e internacional, que estão permitindo realizar esta análise, foram extraídos do Sumário Executivo do Café – Maio 2022, estudo que é elaborado e divulgado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola – SPA, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – Mapa, cujas edições também estão disponíveis na íntegra no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. Convém ainda esclarecer que, conforme consta do referido Sumário, a espécie de C. canephora é citada no documento como sendo apenas café “robusta”.

Complementando esta análise em relação exclusivamente à produção de cafés robusta no Brasil, nesta safra 2021-2022, conforme também consta do Sumário Executivo, os cinco maiores estados da Federação produtores dessa espécie são, em ordem decrescente: Espírito Santo, na primeira colocação com 11,6 milhões, que equivalem a aproximadamente 68,4% da produção nacional. Na segunda posição desse ranking, destaca-se o estado de Rondônia, com 2,48 milhões de sacas, safra que corresponde a 14,6%. Na sequência, vem a Bahia, com 2,25 milhões de sacas, volume físico que corresponde a 13,2% dos Cafés do Brasil dessa espécie.

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Na quarta posição, destaca-se o estado de Minas Gerais com 309,8 mil sacas (em torno de 1,8%), e, por fim, em quinto colocado, o estado de Mato Grosso, cuja produção de café robusta para a safra em curso foi calculada em 216,3 mil sacas, e, assim, corresponde a 1,2% da produção dessa espécie. Demais estados produtores de cafés completam os 100% da produção brasileira da espécie canéfora.

Leia na íntegra o Sumário Executivo do Café – setembro 2021, elaborado pela SPA/Mapa, pelo link:

http://www.consorciopesquisacafe.com.br/images/stories/noticias/2021/2022/maio/Sumario_Cafe_maio_2022.pdf

Conheça o todo acervo de publicações da Embrapa Café e faça download dos arquivos pelo link:

https://www.embrapa.br/cafe/publicacoes

Confira as ANÁLISES (Análises e notícias da cafeicultura) divulgadas pelo Observatório do Café no link abaixo:

http://www.consorciopesquisacafe.com.br/index.php/imprensa/noticias

Fonte: Embrapa

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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