Agronegócio

Programa Certifica Minas supera 10 mil produtores e impulsiona acesso a novos mercados

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Programa de certificação valoriza o agronegócio mineiro

O Certifica Minas, criado para promover a qualidade e a sustentabilidade dos produtos agropecuários e agroindustriais do estado, alcançou a marca de 10.236 produtores certificados. O programa, que está prestes a completar duas décadas, é voltado especialmente para agricultores familiares e oferece certificação gratuita.

O café foi o primeiro produto a receber o selo, mas hoje o programa abrange mais de 15 cadeias produtivas, incluindo azeite, carne bovina, Queijo Minas Artesanal, cachaça e hortaliças, entre outras.

Exemplos de sucesso no campo

Em Maria da Fé, região da Serra da Mantiqueira, a Fazenda Santa Helena produz o premiado azeite Monasto, o primeiro azeite extravirgem a conquistar o selo do Certifica Minas.

De acordo com a engenheira agrônoma Carina Mori Diehl, responsável técnica pela fazenda, o objetivo da certificação, obtida em 2023, foi melhorar os processos produtivos e administrativos, além de conquistar reconhecimento de mercado.

“O selo valorizou nosso trabalho no campo e trouxe benefícios para toda a gestão da propriedade”, destacou Carina.

Outro exemplo vem da Fazenda Lagoinha, localizada em Carmo da Cachoeira, produtora de cafés especiais certificados e exportados.

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Segundo o extensionista da Emater-MG, Marcelo Tardioli, o selo do programa faz parte do conjunto de certificações que impulsionam o negócio no mercado internacional.

A produtora Tatiana Reis, proprietária da fazenda, ressaltou a importância do apoio técnico da Emater: “Com a certificação, melhoramos o manejo, o registro de dados e a organização interna, o que abriu portas para novas conquistas e prêmios.”

Certificação abre portas para mercados mais exigentes

De acordo com o secretário de Estado da Agricultura, Thales Fernandes, a certificação é fundamental para garantir competitividade e confiança em mercados cada vez mais rigorosos.

“Os produtores certificados pelo programa conquistam valorização da marca, acesso a novos mercados, melhorias na gestão e na sustentabilidade das propriedades”, afirmou o secretário.

Ele também destacou o caráter público e integrado do programa, que envolve todos os órgãos da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, reforçando o compromisso do Governo de Minas com o desenvolvimento sustentável do agronegócio.

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Auditoria garante credibilidade e transparência

A Instituto Mineiro de Agropecuária é o órgão responsável pelas auditorias e emissão dos certificados, além da validação das normas de certificação.

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Segundo Jacques Carneiro de Castro, fiscal assistente agropecuário do IMA no escopo café, as auditorias analisam mais de 120 critérios, incluindo aspectos higiênico-sanitários, rastreabilidade, sustentabilidade e segurança do trabalho.

Pesquisa e inovação fortalecem a qualidade

A Epamig também desempenha papel essencial no aprimoramento das práticas agrícolas certificadas.

Três de seus campos experimentais — São Sebastião do Paraíso, Machado e Três Pontas — já possuem o selo Certifica Minas Café, enquanto outras unidades estão em processo de certificação em diferentes cadeias, como leite, azeite, hortaliças e produtos sem agrotóxicos (SAT).

Compromisso com o futuro sustentável do agro mineiro

O Certifica Minas consolida-se como um dos principais programas de valorização da produção rural em Minas Gerais, unindo qualidade, gestão eficiente e responsabilidade ambiental.

Ao garantir a credibilidade dos produtos e abrir portas para novos mercados, o programa fortalece o agronegócio mineiro e estimula práticas sustentáveis em todo o estado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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