Agronegócio

Rede GO-FAIR Agro Brasil promove oficinas temáticas sobre governança e gestão dos dados

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A Rede GO-FAIR Agro Brasil realiza, a partir de agosto, um ciclo de eventos voltado para a governança e gestão dos dados da pesquisa agropecuária. Serão quatro oficinas, que serão precedidas por palestras de profissionais convidados e vão abordar temas como infraestrutura de repositórios, políticas e planos de gestão de dados, padrões de dados e metadados, modelo conceitual e interoperabilidade semântica. As oficinas acontecerão em formato virtual. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas em uma ou mais oficinas. Além dos representantes das instituições que já aderiram à Rede, o evento  é aberto a profissionais das ciências agrárias, ciência da informação, ciência da computação e da área de tecnologia da informação interessados em integrar a iniciativa.

>> Inscrições aqui

Parte de um movimento internacional, a Rede GO-FAIR Agro Brasil tem como objetivo propor estratégias e mobilizar parcerias para fomentar o compartilhamento e reúso dos dados produzidos no âmbito dos sistemas produtivos agropecuários e também aqueles oriundos de pesquisas em ciências agrárias, apoiados nos princípios FAIR (encontráveis, acessíveis, interoperáveis e reusáveis, na tradução do inglês). A ideia é promover metodologias e soluções para que os dados, que hoje se encontram dispersos, sejam interoperáveis do ponto de vista tecnológico e semântico, fomentando a pesquisa e a inovação intensiva em dados.

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O lançamento oficial da Rede aconteceu em abril deste ano durante evento com a participação de mais de 40 instituições públicas e privadas que discutiram as ações prioritárias para o próximo biênio. Agora, serão formados grupos de trabalho para dar continuidade às atividades. A coordenação é da Embrapa em gestão colegiada com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal do Pampa (Unipampa). Leia mais aqui.

Rodada de oficinas temáticas

A primeira oficina acontecerá no dia 17 de agosto e vai abordar a infraestrutura de repositórios para armazenamento e preservação de dados agropecuários, incluindo aspectos como certificação, sustentabilidade e segurança. O evento contará com a palestra da professora da Universidade de São Paulo (USP) Fátima Nunes, que atua na área de gestão de dados científicos.

No dia 25 de agosto, a oficina vai tratar de políticas e planos de gestão de dados na área de pesquisa e desenvolvimento agrícola e um panorama sobre experiências nacionais e internacionais. A palestrante convidada é a pesquisadora do Laboratório de Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fiocruz, Viviane Veiga, que coordena a Rede GO-FAIR Brasil na temática de Saúde.

A terceira oficina será em 31 de agosto. O tema serão os padrões de dados e metadados aplicados às áreas de domínio do conhecimento que compõem o universo agropecuário. A oficina contará com a palestra do professor da Universidade de Twente (Países Baixos) João Luiz Rebelo Moreira, membro da coordenação executiva do movimento GO-FAIR Brasil.

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Em setembro, no dia 13, acontece a última oficina, sobre modelo conceitual e interoperabilidade semântica, que vai abordar iniciativas relacionadas ao tema e à construção de vocabulários controlados. O palestrante convidado será o professor da área de ontologia e modelagem conceitual Giancarlo Guizzardi, da Universidade Livre de Bozen-Bolzano (Itália) e Universidade de Twente.

Programação

Infraestrutura de Repositórios

  • Data: 17 de agosto, às 9h
  • Palestrante: Fátima Nunes, USP
  • Inscrição: até 15 de agosto

Políticas e Planos de Gestão de Dados

  • Data: 25 de agosto, às 14h
  • Palestrante: Viviane Veiga, Fiocruz
  • Inscrição: até 23 de agosto

Padrões de Dados e Metadados, Tipologia de Dados

  • Data: 31 de agosto, às 9h
  • Palestrante: João Luiz Rebelo Moreira, University of Twente
  • Inscrição: até 29 de agosto

Modelo Conceitual, Interoperabilidade Semântica

  • Data: 13 de setembro, às 9h
  • Palestrante: Giancarlo Guizzardi, Free University of Bozen-Bolzano, Itália & University of Twente
  • Inscrição: até 11 de setembro

Fonte: Embrapa

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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