Desde o fim de julho, a equipe do Terra Sul acompanha o circuito da Caravana Embrapa no Rio Grande do Sul. No dia 26 de julho, esteve no município de Santa Maria e no dia 9 de agosto em Pelotas para acompanhar uma série de palestras sobre o uso eficiente de fertilizantes em diferentes realidades produtivas do Estado.
Em Santa Maria, na região central, ocorreu o primeiro encontro gaúcho. O foco foi em sistemas de produção em terras baixas, especialmente de arroz irrigado. A reportagem publicada entre 8 e 12 de agosto traz a cobertura dessa atividade e destaca alguns dos conteúdos abordados nos cinco módulos do evento, em especial a importância do diagnóstico do solo das propriedades.
Já na semana entre os dias 15 e 19 de agosto, a abordagem foi o uso eficiente dos fertilizantes no contexto da agricultura familiar, tema do encontro realizado na Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS). O material traz entrevistas com pesquisadores e com agricultores familiares da região que palestraram no evento e compartilharam suas experiências sobre o uso desses produtos.
A Caravana Embrapa é uma iniciativa que busca levar ao setor produtivo soluções para problemas que afetam a agropecuária nacional. A edição de 2022 tem foco no aumento da eficiência no uso de fertilizantes e de insumos para a nutrição de plantas, visando incremento de produtividade e uma economia potencial de até 20% na safra 2022/2023. Com início em maio, a iniciativa deve percorrer, ao longo do ano, 48 regiões agrícolas brasileiras.
Terra Sul
O Terra Sul surgiu originalmente na televisão em 1993, resultado de uma parceria entre a Embrapa Clima Temperado e o escritório regional da Emater/RS-Ascar de Pelotas/RS. Em setembro de 2020, o programa deixou de ser exibido nas emissoras parceiras, mas ainda é possível acompanhar reportagens inéditas produzidas pela equipe no canal do Terra Sul no YouTube.
O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises.
Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.
O que é precipitação?
Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.
Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.
A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.
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