Agronegócio

Transformação tecnológica no agro depende de mudança de mentalidade, destaca especialista

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A necessidade de uma mudança de mentalidade para acompanhar a transformação tecnológica no agronegócio foi um dos principais destaques da palestra “Enquanto você dormia, o mundo não parou de se transformar”, apresentada por Felipe Leal, sócio da StartSe e do Grupo Alun, além de coapresentador do podcast A Hora da China. O encontro ocorreu na última terça-feira (24), durante a Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, em Capão do Leão (RS).

Inovação e adaptação: desafios para o futuro do agronegócio

Durante a palestra, Leal abordou como a inovação e as transformações globais estão redefinindo os modelos de negócio, a gestão e o comportamento no setor agropecuário. Ele destacou que o mundo vive revoluções simultâneas que exigem adaptação constante para garantir relevância e longevidade.

“Uma coisa é saber que o mundo mudou. Outra é entender como isso está acontecendo. E poucos abraçam essa transformação depois de entenderem”, ressaltou o especialista.

Segundo ele, empresas que permanecem relevantes são aquelas que conseguem se reinventar em ciclos cada vez mais curtos e intensos, aproveitando o potencial da inovação para melhorar processos e resultados.

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Tecnologia e gestão: o indivíduo como agente central da mudança

Felipe Leal enfatizou que a transformação tecnológica não é apenas uma questão de investimento, mas de mentalidade e cultura organizacional. Ele defendeu que a adoção de novas ferramentas pode ocorrer de forma gradual e acessível, sem exigir grandes recursos em um primeiro momento.

“Às vezes a gente não abraça a tecnologia porque acha que é muito caro. Mas é possível empregar inovação de maneira rápida, barata e com testes simples”, observou.

O especialista também destacou o papel do indivíduo como elo central no processo de mudança, responsável por desenvolver novas habilidades e conectar tendências às práticas do campo.

A influência da China na inovação global

A palestra também destacou o papel da China como referência mundial em inovação e transformação econômica. De acordo com Leal, o país tem se consolidado como protagonista em tecnologia e novos modelos de negócios, influenciando diretamente diversos setores, inclusive o agronegócio brasileiro.

Ele ressaltou que o Brasil deve “beber da fonte” onde as inovações nascem, acompanhando as transformações que moldam os mercados globais. “Países de primeiro mundo operam em estágios mais avançados de desenvolvimento. É preciso entender esse movimento para não ficar para trás”, pontuou.

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Parceria entre inovação e produtor rural

O diretor de Marketing para Sistemas de Cultivo de Soja da BASF, Rafael Vicentini, também participou do evento e reforçou a importância da aproximação entre inovação e produtor rural.

“Trazemos a visão do agricultor para dentro das nossas pesquisas. O arroz é uma cultura prioritária para nós, e nossa presença aqui mostra esse compromisso”, afirmou Vicentini.

Evento debate futuro do campo e integração com o mercado

A 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas tem como tema “Cenário atual e perspectivas: conectando campo e mercado”. O evento é promovido pela Federarroz, com correalização da Embrapa e do Senar, e patrocínio premium do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas no site oficial: www.colheitadoarroz.com.br.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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