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Trigo avança no Brasil e no exterior, com preços firmes e oferta restrita no Sul

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Preços do trigo sobem no Brasil e atingem maiores níveis em meses

O mercado de trigo no Brasil segue em trajetória de alta ao longo de março, com os preços do grão retornando aos patamares observados em outubro do ano passado, especialmente nos estados do Sul. Em regiões monitoradas, como São Paulo, as cotações atingem os maiores níveis em cerca de seis meses.

Esse movimento é impulsionado principalmente pela valorização do cereal no mercado internacional e pela alta do dólar frente ao real. Além disso, pesam sobre o cenário as expectativas de redução de área plantada e de produção na próxima safra nacional.

Diante desse contexto, produtores têm limitado a oferta no mercado spot, apostando em novas valorizações e considerando a necessidade futura de recomposição de estoques por parte das indústrias moageiras durante o período de entressafra.

Mercado no Sul registra firmeza e alerta para oferta restrita

Nos estados do Sul, o mercado apresenta reação nos preços, embora ainda com negociações pontuais. A demanda por recomposição de estoques, aliada à oferta limitada de trigo de melhor qualidade, tem sustentado as cotações.

No Rio Grande do Sul, moinhos voltaram a pagar entre R$ 1.250 e R$ 1.300 por tonelada CIF, com valores mais elevados projetados para maio. A percepção predominante é de que os preços dificilmente retornarão aos níveis mais baixos, especialmente diante da escassez de produto de padrão superior. No mercado físico, o preço ao produtor alcança R$ 57,00 por saca em regiões como Panambi.

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Em Santa Catarina, o abastecimento segue dependente do trigo gaúcho, negociado ao redor de R$ 1.200 por tonelada, acrescido de custos logísticos e tributários. Já o produto local gira próximo de R$ 1.300 CIF, porém com disponibilidade mais restrita. Os preços ao produtor variam entre R$ 59,00 e R$ 67,00 por saca, conforme a região.

No Paraná, o mercado permanece firme, embora com ritmo mais lento de negociações. Os moinhos seguem ativos na busca por trigo de melhor qualidade, priorizando contratos com prazos mais longos. As cotações variam entre R$ 1.300 e R$ 1.400 por tonelada, dependendo da região e das condições de entrega. A menor liquidez também reflete o foco dos produtores na colheita de soja e milho.

As perspectivas para a próxima safra indicam possível redução de área e produtividade no estado, fator que pode reforçar a sustentação dos preços no médio prazo.

Mercado internacional e câmbio influenciam dinâmica doméstica

No cenário externo, a oferta segue como um dos principais pontos de atenção. A ausência do trigo argentino no mercado internacional, somada à presença mais limitada de outros fornecedores, como o Paraguai, contribui para um ambiente de maior sustentação nos preços.

No Brasil, as compras externas seguem pontuais e imediatas, enquanto o câmbio continua exercendo papel decisivo na formação dos preços internos, reforçando a competitividade do produto importado.

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Trigo reage em Chicago após volatilidade recente

O mercado futuro do trigo iniciou esta terça-feira (31) com leve recuperação na Bolsa de Chicago, após oscilações registradas nos últimos pregões.

Na abertura, os contratos apresentaram altas moderadas:

  • Maio/26: US$ 6,10 por bushel
  • Julho/26: US$ 6,20 por bushel
  • Setembro/26: US$ 6,33 por bushel

O comportamento misto entre os vencimentos reflete um ambiente ainda indefinido, com investidores ajustando posições diante da volatilidade recente.

Fundamentos globais e clima seguem no radar

Apesar da leve recuperação, o mercado internacional permanece sensível a fatores estruturais, como a competitividade entre grandes exportadores e a percepção de oferta global, que ainda limita avanços mais consistentes nos preços.

Além disso, questões climáticas em importantes regiões produtoras e o ritmo da demanda internacional continuam sendo monitorados de perto pelos agentes, contribuindo para oscilações frequentes nas cotações.

Liquidez moderada e expectativa por novos movimentos

No Brasil, o mercado físico segue com liquidez limitada. Moinhos estão relativamente abastecidos no curto prazo, enquanto produtores aguardam melhores condições de preço, influenciados pelo câmbio e pelo cenário externo.

Com isso, o mercado inicia a semana em busca de uma direção mais clara, com os agentes atentos tanto aos fundamentos globais quanto ao comportamento dos investidores no mercado futuro, fatores que devem ditar o ritmo das negociações nos próximos dias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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