Agronegócio

Workshop aborda experiências para Inovação Social na Amazônia

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Começou nesta terça-feira (28/6) o Workshop Inovação Social: Contribuições dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na Amazônia, promovido pela Embrapa. O evento ocorre no período de 28,29 e 30 de junho, no auditório da Inspetoria Laura Vicuña, bairro Aleixo, em Manaus, AM. Mais de 80 pessoas participam do evento, que contará com palestras, rodas de conversas, exposições de experiências e a sistematização das inovações apresentadas por agricultores, pesquisadores e agentes sociais.

Na abertura do evento, o pesquisador Everton Cordeiro, chefe-geral da Embrapa Amazônia Ocidental, saudou os participantes manifestando satisfação pela realização do primeiro grande evento presencial após dois anos que assumiu o cargo. Disse que a grande missão da Embrapa é melhorar a qualidade de vida dos produtores rurais e enfatizou a importância das redes de relacionamentos para se alcançar objetivos.  

O coordenador do evento, Lindomar Silva, pesquisador da Embrapa, explicou que o Workshop tem por objetivo promover a troca de experiências, fazer uma escuta ativa e semear novas ideias. “O impacto que a gente espera é que o diálogo ativo entre pesquisadores, comunidades rurais, ribeirinhas, quilombolas e indígenas na construção de alternativas participativas, com a integração de diversas instituições e, também, tecnologias formuladas pela Embrapa”, comentou Lindomar.

A Embrapa possui 34 portfólios de projetos de pesquisa sendo um estratégico para a inovação social na agricultura com carteira de projetos. Os portfólios são instrumentos de apoio gerencial para organização de projetos em temas estratégicos, com a missão de direcionar a produção de soluções em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) para demandas nacionais e suas interfaces com as demandas regionais.

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A representante deste portfólio, pesquisadora da Embrapa, Christiane Amancio, mostrou como foi construída a agenda e as atividades em inovação social na Empresa. Segundo ela, o maior desafio é construir redes mais sólidas dessas comunidades e dar valorização ao patrimônio cultural alimentar local, como uma alternativa na diversificação da dieta.

Durante a abertura do evento, a representante da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Faepam), Liliane Valente, destacou sobre a importância das pesquisas voltadas para o fortalecimento e alcance das ODS e, sobretudo, a importância das iniciativas inovadoras que visam fortalecer o ecossistema local, promovendo no Amazonas o fomento à cultura empreendedora, à agricultura local e, principalmente às pesquisas.

“Como é importante para a Fapeam participar de um encontro como esse, que desperta vocações regionais, onde as comunidades e agricultores apresentam suas ações inovadoras construídas por eles próprios. Que os desafios apresentados possam transpassar pelos setores econômicos, políticos, sociais e ambientais”, acrescentou Liliane.

Durante o evento serão apresentadas  iniciativas de inovações disponibilizadas por instituições públicas e privadas, construídas por ações das próprias comunidades e agricultores que possuem potencial para contribuir para o alcance dos ODS, que são uma agenda mundial composta por 17 objetivos e 169 metas a serem atingidos até 2030, que estão diretamente relacionadas aos desafios ambientais, políticos e econômicos mais urgentes presentes no mundo contemporâneo.

Programação – O primeiro dia focalizou a experiência dos agricultores familiares, dando ênfase nas redes e parcerias. O segundo dia terá como foco a participação feminina e a inovação social em comunidades indígenas e tradicionais e o terceiro dia será dedicado às discussões e propostas das contribuições das instituições públicas para o alcance da inovação social na Amazônia.

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Lançamento de livro – Na quarta-feira (29/6), às 19h, será lançado o livro “50 anos do Instituto de Pesquisa e Experimentação Agropecuária da Amazônia Ocidental (IPEAAOc)”, uma publicação comemorativa ao cinquentenário da criação do Instituto, instituição precursora da Embrapa no Amazonas, e relata os primórdios da pesquisa agropecuária no Amazonas. O Instituto existiu de 1969 a 1973 e promoveu várias ações de pesquisa, que focaram nos principais produtos amazônicos com alta demanda pela população e com grande potencial para gerar renda e emprego no meio rural: seringueira, guaranazeiro, juta e culturas alimentares, principalmente arroz, feijão e mandioca.

Apoio do evento – Para a realização do Workshop, a Embrapa contou com o patrocínio do Governo do Estado do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), via Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos no Estado do Amazonas (Parev – Edital n° 005/2021).Conta com apoio da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Rede de Recursos Humanos e Inteligência para Sustentabilidade na Amazônia (Rhisa) e da Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno (Copime).

Fonte: Embrapa

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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