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Comissão aprova criação de programa de proteção e controle populacional de cães e gatos

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A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou proposta que institui o Programa Nacional Vida Animal, voltado à proteção, ao bem-estar e ao manejo populacional de cães e gatos, incluindo os animais em situação de rua. A proposta também prevê ações de controle de zoonoses e combate ao abandono e aos maus-tratos.

O programa será executado em âmbito nacional, com participação articulada da União, de estados, de municípios e do Distrito Federal. A adesão dos entes federativos ocorrerá de forma voluntária e descentralizada, por meio de convênios, termos de cooperação ou instrumentos similares.

Diretrizes e objetivos
O texto estabelece como diretrizes do programa o manejo populacional ético e sustentável de cães e gatos, a promoção do bem-estar animal e da guarda responsável, a prevenção e o combate ao abandono e aos maus-tratos, e a prevenção e o controle de zoonoses, entre outras. O programa também prevê integração entre políticas de saúde, meio ambiente e educação.

Entre os objetivos prioritários estão:

  • realização de diagnósticos populacionais e sanitários de cães e gatos;
  • campanhas permanentes de castração, vacinação e identificação, gratuitas ou subsidiadas;
  • incentivo à adoção responsável.
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Cadastro Nacional
O Poder Executivo federal ficará responsável por coordenar o programa, estabelecer padrões técnicos e operacionais e monitorar indicadores de impacto. O texto prevê ainda a integração com o Cadastro Nacional de Animais Domésticos (Lei 15.046/24) como instrumento de planejamento, rastreabilidade e avaliação de políticas públicas.

A participação em ações e benefícios do programa poderá ser condicionada ao cumprimento de requisitos de regularidade, transparência e conformidade com normas sanitárias, bem como à inscrição no Cadastro Nacional de Animais Domésticos, quando aplicável.

O texto aprovado é um substitutivo da relatora, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), a dois projetos de lei:

  • PL 1555/25, do deputado Marcos Tavares (PDT-RJ); e
  • PL 6611/25, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ).

“O substitutivo preserva os objetivos centrais da proposição principal e incorpora aperfeiçoamentos que fortalecem a efetividade das ações preventivas e a integração institucional, contribuindo para maior eficiência administrativa e sanitária”, disse a relatora.

Rogéria Santos destacou que a ausência de políticas estruturadas de controle populacional de cães e gatos favorece a disseminação de zoonoses e impõe pressão sobre os serviços públicos de saúde e de vigilância epidemiológica, “especialmente em áreas urbanas com maior vulnerabilidade social”.

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Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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Defensoras Populares lança a segunda turma no Ceará com recorde de inscrições

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Fortaleza, 25/6/2026 – Em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria de Acesso à Justiça (Saju), a Defensoria Pública do Estado do Ceará realizou, nesta quarta-feira (24), a aula inaugural da segunda turma do projeto Defensoras Populares, vencedor do Prêmio Innovare 2025, principal reconhecimento da Justiça brasileira a práticas que contribuem para o aperfeiçoamento do sistema de Justiça.

O evento ocorreu em Fortaleza e contou com o lançamento do livro Esperanças – Mulheres de Direitos, que relata a trajetória das cursistas da primeira turma do projeto no Ceará.

Mais de 840 mulheres se inscreveram para a segunda formação, o maior número já registrado pelo projeto. Ao todo, 120 lideranças foram selecionadas para iniciar uma jornada de 12 meses voltada ao fortalecimento do protagonismo feminino e à ampliação do acesso à Justiça em seus territórios. Ao final da formação, as participantes estarão aptas a atuar como multiplicadoras de direitos em suas comunidades.

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O projeto faz parte do programa Antes que Aconteça (Saju/MJSP), que compõe o Pacto Brasil contra o Feminicídio, e conta com parceiros como a Fiocruz e a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab).

Para apoiar a permanência no curso, as selecionadas recebem bolsa mensal de R$ 700 durante o período de formação. A concessão do benefício está condicionada à frequência mínima de 75% nas atividades programadas.

As vencedoras da primeira turma foram homenageadas em solenidade realizada no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília (DF), em dezembro do ano passado.

“O Defensoras Populares parte do reconhecimento de mulheres que já desempenham um papel de liderança em suas comunidades, investindo nessa força com formação e suporte para que atuem como multiplicadoras de direitos e elo entre a população e a rede de proteção, ampliando o acesso à Justiça”, ressaltou a secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho.

Memória e expansão

Na primeira edição, projeto-piloto, 100 lideranças comunitárias femininas de diferentes regiões do Ceará foram formadas, como parte de uma iniciativa coordenada de prevenção à violência de gênero e à violência doméstica e de promoção do acesso à Justiça.

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As histórias da primeira turma foram reunidas no livro Esperanças – Mulheres de Direitos, lançado durante a cerimônia de abertura da segunda edição. Para a Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPE-CE), a nova turma representa a ampliação do número de lideranças formadas e do impacto social da iniciativa.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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