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Justiça Eleitoral do Paraná amplia canais de atendimento com WhatsApp

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A partir desta quinta-feira (9/9), paranaenses podem acessar serviços da Justiça Eleitoral pelo WhatsApp (41) 3330-8500. O lançamento faz parte das comemorações dos 90 anos do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), instalado no dia 9 de junho de 1932.

“Nesta data tão importante em que comemoramos 90 anos de instalação da Justiça Eleitoral do Paraná, estreitamos nossa proximidade com o eleitorado por meio da criação do multicanal. Esse novo serviço é mais um trabalho de excelência que temos o orgulho de entregar para a população e tem por objetivo levar serviços e atendimento, via celular, para as eleitoras e eleitores de todo o estado”, destaca o presidente do TRE-PR, desembargador Wellington Emanuel Coimbra de Moura.

As comunicações oficiais enviadas pela Justiça Eleitoral nos 399 municípios do Paraná passam a ser realizadas por este número. Como medida de segurança, recomenda-se que todas as pessoas no estado salvem o contato (41) 3330-8500 (com o DDD) em seus aparelhos telefônicos, para evitar golpes com estranhos se passando por atendentes do TRE-PR.

Enviar uma mensagem no WhatsApp para o número (41) 3330-8500

Serviços disponíveis

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Além de proporcionar mais agilidade e segurança na comunicação institucional, o multicanal reúne diversos serviços no celular. Dessa forma, evita deslocamentos desnecessários de eleitoras e eleitores até as unidades da Justiça Eleitoral.

Entre os serviços, estão: inscrição de mesária ou mesário voluntário; certidão de quitação eleitoral; consulta de débitos eleitorais; certidões de crimes eleitorais, de filiação partidária, negativa de alistamento e composição partidária; segunda via do título eleitoral; e acesso á Ouvidoria do TRE-PR. Além disso, permite acesso ao atendimento pelo Balcão Virtual e recebe denúncias de notícias suspeitas sobre o processo eleitoral no Gralha Confere.

A integração multicanal já foi adotada pelos regionais eleitorais da Bahia, no mês de abril, e da Paraíba, em maio deste ano. “As parcerias firmadas com os Tribunais Regionais Eleitorais nos permitem alcançar mais pessoas em suas realidades locais e facilitar o acesso à informações confiáveis sobre o processo eleitoral”, aponta Dario Durigan, Head de Políticas Públicas do WhatsApp no Brasil.

Atendimento

Para iniciar uma conversa, basta enviar uma mensagem no WhatsApp para o número (41) 3330-8500, em qualquer horário. A primeira resposta será automática. Caso não seja resolvida, a solicitação será encaminhada para um grupo de atendentes, das 12h às 18h. Quando necessário, a demanda é direcionada para a zona eleitoral ou para setor responsável do TRE-PR.

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O TRE-PR também atende pelo 0800-640-8400, das 12h às 18h. A ligação é gratuita.

Combate à desinformação

A partir da ferramenta, poderão ser enviadas mensagens padronizadas para todo o Paraná, como desmentidos sobre boatos relacionados ao processo eleitoral. Pelo número, também é possível ao eleitorado encaminhar para checagem conteúdos suspeitos (prints de tela, links, áudios e vídeos) que circulam nos meios digitais sobre a segurança das urnas, procedimentos relacionados às eleições e calendário eleitoral.

Não são aceitas denúncias sobre partidos, candidatas e candidatos, que podem ser analisadas judicialmente. As apurações são feitas pelo programa Gralha Confere, do TRE-PR.

Fonte: TRE-PR

Macrodesafio - Fortalecimento da relação interinstitucional do Judiciário com a sociedade

Fonte: CNJ

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Participantes de sessão cobram avaliação biopsicossocial de PCDs

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Em sessão especial do Senado para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, nesta segunda-feira (21), especialistas cobraram a implementação da avaliação biopsicossocial unificada, prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência, para facilitar o acesso a políticas de inclusão. Também defenderam a matrícula de crianças com deficiência em escolas comuns.

O Censo 2022 do IBGE identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que presidiu a sessão, afirmou que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU) levou o poder público a adaptar a sociedade às necessidades desse público. Segundo ela, antes predominava a perspectiva médica, “como se a pessoa tivesse um defeito a ser consertado”. A Convenção foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2008 e promulgada no ano seguinte.

— É a rua que tem que ter rampa, é o transporte que tem que ser acessível, é a escola regular que tem que acolher com atendimento especializado. É o governo que tem que dar as mãos. Não é caridade, é direito.

Autor do requerimento da sessão (RQS 53/2026), o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que a inclusão social das pessoas com deficiência depende da valorização da pluralidade.  

— Quando derrubamos as barreiras do preconceito e do espaço, edificamos uma sociedade onde cada corpo tem o direito sagrado ao protagonismo e ao pertencimento — disse, em participação remota.

Avaliação biopsicossocial

Damares e Paim afirmaram que a avaliação biopsicossocial prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência ainda não foi regulamentada na forma unificada defendida pelos participantes da sessão. O Estatuto da PCD, fruto de um projeto apresentado por Paim, estabelece que, quando necessária, a avaliação deve ser biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, considerando impedimentos nas funções e estruturas do corpo, fatores socioambientais, psicológicos e pessoais, limitações no desempenho de atividades e restrições de participação.

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A representante da Rede Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Tereza Cristina Rodrigues Villela, afirmou que o documento deverá auxiliar o cadastro-inclusão, destinado a reunir informações sobre pessoas com deficiência que necessitam de assistência governamental. Segundo relatório de 2023 do governo federal citado na sessão, um formulário unificado também poderá facilitar o acesso aos benefícios sociais.

Entre os direitos destinados às pessoas com deficiência estão reserva de vagas em concursos públicos e em empresas com mais de 100 empregados, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas de baixa renda que atendam aos requisitos legais e benefícios tributários previstos em lei.

Escolas comuns

A presidente da Federação das Associações de Síndrome de Down, Cleunice Bohn de Lima, defendeu que crianças com deficiência sejam educadas em escolas comuns, e não exclusivamente em escolas especiais. Segundo ela, a convivência com pessoas sem deficiência contribui para a inclusão da criança na sociedade e no mercado de trabalho.

— Quando uma escola diz “esse aluno com deficiência não consegue participar da escola comum”, precisamos perguntar: o que a escola está fazendo para remover as barreiras que impedem essa participação? É na escola comum que as PCDs têm oportunidade de conviver com a diversidade e desenvolver processos psicológicos.

Cleunice pediu a aprovação do PL 401/2019, que estabelece que a pessoa com deficiência seja considerada idosa a partir dos 50 anos, com possibilidade de redução dessa idade mediante avaliação biopsicossocial multidisciplinar. A proposta está pronta para deliberação do Plenário do Senado. Segundo dados analisados pelo Instituto Rodrigo Mendes a partir de informações do Inep, 46,8% das crianças com deficiência estudavam em classes comuns em 2007. Em 2023, o percentual chegou a 92,6%.

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Participação social

Celebrado anualmente em 21 de setembro, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi instituído pela Lei 11.133, de 2005. Na sessão, o representante do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Alex Reinecke, afirmou que a mobilização das pessoas com deficiência contribuiu, após a redemocratização, para a participação desse grupo na elaboração de políticas públicas.

— Introduziram, a partir de suas experiências e conhecimentos, novas maneiras de compreender a deficiência e a autonomia. As PCDs não são apenas destinatárias de ações estatais, são cidadãs, lideranças, trabalhadoras e produtoras de conhecimento.

Reinecke citou dados do IBGE para apontar diferenças entre pessoas com e sem deficiência no mercado de trabalho e na educação. Segundo os dados mencionados na sessão, em 2022, 29% das pessoas com deficiência em idade de trabalhar estavam empregadas, ante 55,8% das pessoas sem deficiência. Entre as pessoas de 15 a 29 anos, a taxa de analfabetismo era de 12,2% entre as pessoas com deficiência e de 1% entre as pessoas sem deficiência.

A sessão também contou com a participação da ex-secretária de Direitos das Pessoas com Deficiência Izabel Maior, da professora Érica Curado, da representante do Fórum Nacional das Pessoas com Deficiência Regina Atala, da coordenadora-geral de Prevenção à Violência contra as Mulheres do Ministério das Mulheres, Anita Cunha Monteiro, e da ex-deputada Rosinha da Adefal. Izabel Maior mencionou os senadores Paulo Paim, Mara Gabrilli (PSD-SP) e Flávio Arns (PSB-PR) ao falar sobre a atuação parlamentar relacionada aos direitos das pessoas com deficiência.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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