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Impressionante: fotógrafa registra poderoso sistema de defesa de Israel em ataque do Hamas

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Imagem captada pela fotógrafa Ana Baba mostra o poderoso escudo antimíssil de israelense interceptando mísseis; confronto já matou mais de 120 palestinos.

À esquerda, o poderoso sistema israelense de interceptação de mísseis, chamado Domo de Ferro. À direita, os foguetes lançados contra Israel pela milícia palestina Hamas, partindo de Beit Lahia, no norte da Faixa de Gaza.

A imagem noturna impressionante, captada pela fotógrafa Ana Baba, reflete a violência do conflito entre o exército de Israel e os militantes palestinos, que tem escalado nos últimos dias.

As luzes dos projéteis do Hamas refletidas na noite e os mísseis lançados pelo Domo de Ferro se converteram em cenas habituais para os habitantes de Ashkelon, Sderot e outras populações que vivem nos arredores da Faixa de Gaza.

Segundo as forças de Defesa de Israel, mais de 2 mil projéteis foram lançados de Gaza contra alvos israelenses. Já o último ataque aéreo israelenses teria matado na última noite sete pessoas de duas famílias num campo de refugiados em Gaza. Um bebê de cinco meses seria o único sobrevivente.

O Hamas respondeu lançando mísseis em territórios israelenses ao sul, mas não houve relato de mortes.

DOMO DE FERRO

No conflito, Israel conta com um arsenal sofisticado que os palestinos não possuem. O Domo de Ferro é parte do seu amplo sistema de defesa aérea.

O objetivo dele é proteger o território de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro, foguetes e outras ameaças aéreas.

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Ele foi desenvolvido pela empresa Rafael Advanced Defense System LTD, uma empresa particular com vínculos fortes com as forças armadas israelenses e que constrói sistemas de defesa aérea, marítima e terrestre.

O Domo de Ferro também contou com financiamento de mais de US$ 200 milhões dos Estados Unidos. O fabricante assegura que esse escudo antimísseis é eficaz em mais de 90% dos casos.

As baterias são feitas de mísseis interceptores, radares e sistemas de comando que analisam onde os foguetes inimigos podem pousar.

A tecnologia de radar diferencia entre mísseis que podem atingir áreas urbanas e aqueles que devem errar o alvo. O sistema então decide quais devem ser interceptados.

Os interceptores são lançados verticalmente a partir de unidades móveis ou estacionárias. Eles então detonam os mísseis no ar.

MORTES

A fotografia de Baba reflete a potência do escudo antimíssil israelense e como o conflito com os palestinos tem no céu umas de suas frentes mais ativas. E a violência vista no ar, mas também em terra, é a pior em pelo menos uma década.

Mais de 120 mortos foram contabilizados na Faixa de Gaza e 10 na Cisjordânia, ambas zonas de população palestina. Oito pessoas teriam sido mortas em Israel.

A última escalada ocorreu depois de confrontos entre a polícia de Israel e grupos palestinos na Mesquita Al-Aqsa, em Jerusalém. Hamas lançou foguetes sobre o território israelense, enquanto Israel bombardeou trechos da Faixa de Gaza.

A onda de violência também envolve enfrentamentos entre comunidades judias e árabes na Cisjordânia e em várias cidades israelenses.

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O ESTOPIM

Os primeiros conflitos eclodiram a partir da ameaça de despejo de famílias palestinas do bairro de Sheikh Jarrah, que fica fora dos muros da Cidade Velha de Jerusalém.

A área em que hoje vivem as famílias é reivindicada por grupos de colonos judeus em tribunais israelenses.

Há décadas israelenses têm ocupado áreas habitadas por palestinos por meio de assentamentos, tanto em Jerusalém Oriental quanto na Cisjordânia. Só nesta última, são cerca de 430 mil colonos israelenses distribuídos entre 132 assentamentos.

Essas colônias são consideradas ilegais pela lei internacional. Em pelo menos seis ocasiões desde 1979 o Conselho de Segurança da ONU reafirmou que elas são “uma violação flagrante da legislação internacional”. A última delas foi em 2016 – o documento oficial também menciona Jerusalém Oriental.

Já Israel defende as iniciativas argumentando que se trata de uma estratégia de defesa de sua integridade, e não uma tentativa de tomada da soberania palestina.

Esse é um dos pontos mais contenciosos das negociações de paz na região e ajuda a explicar porque o atual conflito era inevitável, segundo o editor da BBC para o Oriente Médio, Jeremy Bowen.

O fato de o conflito ter desaparecido das manchetes internacionais nos últimos anos, diz ele, não significa que tenha acabado. É uma ferida aberta no coração do Oriente Médio, que gera ódio e ressentimento que atravessa não apenas os anos, mas gerações.

(Com informações: Época).

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Ucrânia busca retirar civis escondidos com combatentes em siderúrgica

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Eles estão abrigados na siderúrgica Azovstal, em MariupolAgência ReutersFonte: Agência Reuters

A Ucrânia espera retirar nesta sexta-feira (29) civis que estão escondidos em uma enorme siderúrgica com os últimos combatentes, defendendo a cidade de Mariupol, no Sul do país. “Uma operação está planejada hoje para tirar os civis da siderúrgica”, disse o gabinete do presidente Volodymyr Zelenskiy, sem dar detalhes. A Rússia não comentou imediatamente as declarações da Presidência ucraniana.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse, após se encontrar com Zelenskiy em Kiev, na quinta-feira, que intensas discussões estavam em andamento para permitir a retirada de pessoas da siderúrgica de Azovstal, que foi atacada pelas forças russas que ocupam Mariupol.

“Estamos dependendo da boa vontade de todas as partes e estamos nisso juntos”, disse o coordenador de crise das Nações Unidas, Amin Awad, à Reuters na manhã desta sexta-feira.

Na terça-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, concordou “em princípio” com o envolvimento da ONU e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha na operação de retirada de Azovstal.

O conselho municipal de Mariupol disse que cerca de 100.000 moradores, em toda a cidade, estão “em perigo mortal” por causa dos bombardeios russos e das condições insalubres, e descreveu uma escassez “catastrófica” de água potável e alimentos.

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A Rússia declarou vitória em Mariupol na semana passada, mas centenas de forças ucranianas permanecem no vasto complexo industrial da siderúrgica de Azovstal. Civis também estão abrigados no local.

( Com Informações: Roraima Hoje )

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