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“Ucrânia continua a avançar para adesão à UE”, diz Zelensky

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O presidente da Ucrânia, Volodymy Zelensky, afirmou que o país continua a avançar para se tornar um membro da UE (União Europeia). A declaração se deu depois de conversa com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nesta 2ª feira, 14 de Março.

“Debati com a presidente o apoio da União Europeia no combate à agressão russa. Aumentar a pressão das sanções contra a Rússia é importante. Nós também apreciamos a ajuda financeira significativa”, disse em sua conta no Twitter.

Também na rede social, Ursula von der Leyen afirmou que o bloco europeu “está com o povo ucraniano”.

“Os apoiamos com um pacote de Assistência Macrofinanceira de € 1,2 bilhão e € 500 milhões em ajuda humanitária”, disse.© Fornecido por Poder360

Na última 6ª feira (11.mar), a UE enviou à Ucrânia € 300 milhões. O valor pago faz parte da 1ª parte do pacote de assistência.

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O bloco também anunciou na última 6ª feira (11.mar) um 4º pacote de sanções contra o governo de Vladimir Putin com o objetivo de “isolar ainda mais a Rússia e drenar os recursos que ela usa para financiar essa guerra bárbara”.

Assim como os Estados Unidos, a UE retirou da Rússia o status comercial de “nação mais favorecida”. A categoria garante aos países beneficiados vantagens em transações comerciais, como redução de tarifas. Também vai suspender os direitos de participação do país em instituições internacionais, como o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Mundial.

“Garantiremos que a Rússia não possa obter financiamento, empréstimos ou quaisquer outros benefícios dessas instituições”, afirmou o bloco em comunicado. Eis a íntegra (35 KB, em inglês).

Eis as outras medidas adotadas pelo grupo:

  • bloqueios à elite russa próximos à Putin. Vão impedir que o Estado russo e suas elites usem criptoativos;
  • proibição de exportação pela Rússia de produtos de luxo da UE;
  • proibição de importação de bens essenciais do setor siderúrgico russo; e
  • proibição de novos investimentos europeus no setor energético da Rússia.

UCRÂNIA NA UE

No momento, a Ucrânia ainda é uma candidata à adesão ao bloco. Para ser formalizada, é preciso que todos os países e o Conselho europeu concordem com a entrada.

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No início de março, o Parlamento Europeu defendeu a entrada do país. Presidentes de 8 países da Europa Oriental assinaram uma carta à UE  dizendo que “a Ucrânia merece a perspectiva de adesão” e pediram aos membros da entidade que tomem medidas para conceder ao país o status de candidato.

Roberta Metsola, presidente do Parlamento, e Ursula von der Leyen também apoiaram a medida. No entanto, integrantes do bloco destacaram que o processo de inclusão à União Europeia pode levar anos.

A Ucrânia já demonstrava interesse de entrar no bloco antes do início da invasão da Rússia. O ministro das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, afirmou, em entrevista ao Político em agosto de 2021, que o bloco “deveria receber” a Ucrânia, Moldávia e Geórgia.

O país já faz parte da Parceria Oriental, dimensão específica da Política Europeia de Vizinhança. É a partir dessa política que a União Europeia colabora com países vizinhos que ficam ao sul e leste da Europa. O objetivo é estreitar as relações políticas e econômicas.

O presidente russo, Vladimir Putin, vê a aproximação como uma ameaça a Rússia. Por isso, uma das exigências do Kremlin para encerrar o conflito é que a Ucrânia garanta em sua Constituição que não vai aderir à UE e à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

( Com Informações: Poder 360 )

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Ucrânia busca retirar civis escondidos com combatentes em siderúrgica

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Eles estão abrigados na siderúrgica Azovstal, em MariupolAgência ReutersFonte: Agência Reuters

A Ucrânia espera retirar nesta sexta-feira (29) civis que estão escondidos em uma enorme siderúrgica com os últimos combatentes, defendendo a cidade de Mariupol, no Sul do país. “Uma operação está planejada hoje para tirar os civis da siderúrgica”, disse o gabinete do presidente Volodymyr Zelenskiy, sem dar detalhes. A Rússia não comentou imediatamente as declarações da Presidência ucraniana.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse, após se encontrar com Zelenskiy em Kiev, na quinta-feira, que intensas discussões estavam em andamento para permitir a retirada de pessoas da siderúrgica de Azovstal, que foi atacada pelas forças russas que ocupam Mariupol.

“Estamos dependendo da boa vontade de todas as partes e estamos nisso juntos”, disse o coordenador de crise das Nações Unidas, Amin Awad, à Reuters na manhã desta sexta-feira.

Na terça-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, concordou “em princípio” com o envolvimento da ONU e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha na operação de retirada de Azovstal.

O conselho municipal de Mariupol disse que cerca de 100.000 moradores, em toda a cidade, estão “em perigo mortal” por causa dos bombardeios russos e das condições insalubres, e descreveu uma escassez “catastrófica” de água potável e alimentos.

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A Rússia declarou vitória em Mariupol na semana passada, mas centenas de forças ucranianas permanecem no vasto complexo industrial da siderúrgica de Azovstal. Civis também estão abrigados no local.

( Com Informações: Roraima Hoje )

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