Roraima

Seed realiza 5ª convocação de seletivo para fortalecer educação escolar indígena em Roraima

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O Governo de Roraima, por meio da Seed (Secretaria de Educação e Desporto), publicou o Edital nº 48/2026, referente à 5ª convocação do processo seletivo simplificado para contratação temporária de profissionais que atuarão na educação escolar indígena da rede estadual.

De acordo com o cronograma, os convocados devem se apresentar na quarta-feira, 29 de abril, no Departamento de Recursos Humanos da Seed, localizado na Praça do Centro Cívico, nº 550, em Boa Vista, no horário das 8h às 13h30, para assinatura de contrato, cadastro e lotação. O atendimento será realizado por chamada nominal, conforme previsto no edital.

A diretora do Departamento de Recursos Humanos da Seed, Ranielly Silva, destacou a importância da convocação para garantir o funcionamento das unidades escolares indígenas.

“Essa convocação assegura que as escolas indígenas contem com profissionais qualificados em todas as áreas. Estamos reforçando não apenas o quadro docente, mas também o apoio pedagógico e o atendimento aos estudantes, respeitando as especificidades culturais e linguísticas de cada comunidade”, afirmou.

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A chamada contempla 53 profissionais, entre professores e servidores de apoio, com o objetivo de atender às demandas das escolas indígenas em diferentes municípios do estado. O edital completo pode ser conferido no Diário Oficial do Estado do dia 24 de abril e também no site da Seed.

Desse total, 26 são professores das áreas do conhecimento, que atuarão no Ensino Fundamental I e II, Ensino Médio e EJA (Educação de Jovens e Adultos), nas disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, Educação Física e áreas multidisciplinares.

Também foram convocados dois professores multidisciplinares bilíngues, com atuação nas línguas indígenas Wapichana e Macuxi, além de seis professores de língua indígena, reforçando a valorização das línguas maternas nas comunidades. A convocação inclui ainda 16 professores auxiliares e nove cuidadores escolares.

Os profissionais irão atender escolas localizadas em municípios como Alto Alegre, Amajari, Bonfim, Cantá, Caroebe, Normandia, Pacaraima e Uiramutã, contemplando diversas comunidades indígenas.

Fonte: Governo RR

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Roraima

União vai repassar R$ 115 milhões a Estado de Roraima por impactos da migração venezuelana

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O Governo de Roraima firmou, nesta segunda-feira, 27, acordo com a AGU (Advocacia-Geral da União) que garante o repasse de R$ 115 milhões em recursos federais para compensar despesas provocadas pela crise migratória venezuelana. O termo será encaminhado para homologação pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

O entendimento foi celebrado no âmbito da ACO (Ação Cível Originária) nº 3121, que trata do ressarcimento dos custos assumidos pelo Estado diante do aumento do fluxo migratório. A formalização ocorreu em Brasília (DF), com a presença do governador Edilson Damião, do advogado-geral da União substituto, Flavio Roman, e do procurador-geral do Estado, Tyrone Mourão.

Também participaram representantes da bancada federal, senador Hiran Gonçalves e os deputados federais Pastor Diniz e Stélio Dener.

Com a homologação, fica assegurado o repasse de R$ 115 milhões ao Estado, destinados ao ressarcimento de gastos extraordinários provocados pelo intenso fluxo migratório de cidadãos venezuelanos. O acordo também encerra definitivamente o litígio judicial iniciado em 2018, consolidando um precedente relevante na cooperação entre os entes federativos diante de crises de impacto nacional.

A ação foi proposta pelo Governo de Roraima e conduzida pela PGE-RR (Procuradoria-Geral do Estado), que sustentou no STF a necessidade de recomposição financeira diante da sobrecarga enfrentada pelos serviços públicos estaduais, especialmente nas áreas de saúde, educação e segurança.

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O governador reforçou que o resultado consolida um esforço institucional iniciado há anos e representa um marco para o Estado.

“Trata-se de uma conquista histórica, que reconhece o esforço de Roraima diante de uma crise que ultrapassou sua capacidade ordinária. Nosso Estado sempre atuou com responsabilidade, garantindo acolhimento, integração e respeito ao povo venezuelano. O ressarcimento assegura condições para fortalecer os serviços públicos e continuar oferecendo atendimento digno à população”, afirmou.

O advogado-geral da União substituto, Flavio Roman, enfatizou que os valores “não são apenas uma cifra contábil”, mas “representam o reconhecimento formal de que a crise migratória tem um custo real, assumido na ponta por quem governa e por quem vive em Roraima, e que esse custo deve ser enfrentado de maneira compartilhada, solidária e responsável pela federação”.

Destinação dos recursos

A ação de ressarcimento no valor de R$ 115 milhões terá aplicação vinculada a áreas diretamente afetadas pela migração, sendo R$ 36 milhões para saúde; R$ 10 milhões para educação; R$ 63 milhões para segurança pública; e R$ 6 milhões para o sistema prisional.

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Os valores serão transferidos em contas específicas por eixo, garantindo rastreabilidade, transparência e controle.

O procurador-geral do Estado, Tyrone Mourão, enfatizou o avanço jurídico e institucional alcançado com a conciliação. “A União reconhece e indeniza o Estado pelos gastos extraordinários decorrentes da crise migratória. Os R$ 115 milhões serão aplicados em áreas essenciais e assegura continuidade de políticas públicas”, destacou.

Impacto e cooperação federativa

O acordo também foi destacado como exemplo de solução consensual no âmbito federativo. A conciliação evitou a continuidade de um litígio prolongado no Supremo e reforçou a atuação conjunta entre União e Estado diante de uma crise humanitária de grandes proporções.

Para a secretária-geral de contencioso da AGU, Isadora Cartaxo, o desfecho reflete a condução equilibrada do processo pelo STF e é exemplo de “bom diálogo federativo”, no qual as advocacias públicas de ambas as partes são fundamentais para assegurar resolutividade e segurança jurídica.

Dados apresentados pela AGU indicam que o Brasil recebeu cerca de 1,4 milhão de venezuelanos desde 2017, tendo Roraima como principal porta de entrada. Esse fluxo impactou diretamente a rede de serviços públicos, exigindo ampliação de atendimentos e reorganização da estrutura administrativa estadual.

Fonte: Governo RR

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