Agronegócio

Manejo de percevejos no sistema produtivo soja-milho é tema de curso no Congresso de Milho e Sorgo

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Pesquisadores da Embrapa ministram o curso Manejo de Percevejos no Sistema Produtivo Soja-milho, nos dias 14 e 15 de setembro, das 13h30 às 17h10, durante o XXXIII Congresso Nacional de Milho e Sorgo, promovido pela Associação Brasileira de Milho e Sorgo, em parceria com a Embrapa Milho e Sorgo, em formato híbrido, sendo presencial em Sete Lagoas (MG) para convidados e no formato on-line para os inscritos. 

De acordo com o coordenador do curso Manejo de Percevejos no Sistema Produtivo Soja-milho, o chefe de Pesquisa & Desenvolvimento da Embrapa Soja, Adeney de Freitas Bueno, os pesquisadores da Embrapa desenvolvem pesquisas na área de Manejo Integrado de Pragas (MIP), desde a década de 1970, e, portanto, têm conhecimento consolidado sobre tema que pode agregar informações essenciais para as tomadas de decisão a campo. “Esperamos capacitar os participantes sobre as principais estratégias para o manejo de percevejo no sistema produtivo de soja-milho”, ressalta Bueno. 

No caso da soja, por exemplo, Bueno afirma que os percevejos são atualmente uma das pragas mais importantes, porque interferem na produtividade e na qualidade dos grãos e das sementes produzidas. Levantamentos feitos no Paraná, pela Embrapa e Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR Paraná), mostram que as pragas são responsáveis por 60-70% dos inseticidas aplicados na lavoura. “O dano causado pela praga pode ser potencializado pela ocorrência de elevadas populações, especialmente do percevejo-marrom (Euschistus heros)”, ressalta. 

Além disso, Bueno explica que os inseticidas usados para controle estão cada vez menos eficientes, devido à seleção de populações resistentes da praga. “Portanto, a adoção de outras estratégias como cultivares com tolerância genética passa e a adoção do controle biológico aumentativo passam a ter papel fundamental nas estratégias de manejo”, explica Bueno. 

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A capacitação é dirigida a agentes de assistência técnica e extensão rural, profissionais da área de Ciências Agrárias, produtores rurais, universitários e demais interessados em conhecer estratégias de manejo de percevejo no sistema soja-milho. Bueno explica que as palestras foram previamente gravadas visando ter um maior controle do tempo gasto e evitar atrasos, porém, ao final de cada tema será realizado um debate com presença do palestrante ao vivo. E, no encerramento do evento será realizado um fechamento do curso com tira-dúvidas geral, com a presença dos instrutores.

Programação do curso Manejo de Percevejos no Sistema Produtivo Soja-milho 

Produtivo Soja-milho

Data

Horário

Tema

Responsável

14/09/22

13:30 as 14:00

Introdução ao Manejo Integrado de Pragas e apresentação do cronograma do curso

Adeney de Freitas Bueno – Embrapa Soja

14/09/22

14:00 as 15:00

(50 minutos de apresentação + 10 minutos de perguntas e respostas)

Diversidade de percevejos fitófagos no Brasil e potencial de danos nas culturas de soja e milho

Antônio Ricardo Panizzi – Embrapa Trigo

14/09/22

15:00 as 15:30

(20 minutos de apresentação + 10 minutos de perguntas e respostas)

Os desafios do manejo de percevejos no Sistema Antecipe

Ivênio Rubens de Oliveira – Embrapa Milho e Sorgo

14/09/22

15:30 as 16:30

(50 minutos de apresentação + 10 minutos de perguntas e respostas)

Uso de cultivares de soja Block no manejo de percevejos: Desafios e oportunidades no sistema produtivo soja/milho

Clara Beatriz Hoffmann-Campo – Embrapa Soja

14/09/22

16:30 as 17:10

(40 minutos de apresentação + 10 minutos de perguntas e respostas)

Escolha de variedades de milho, amostragem na palhada e adubação do milho para o melhor manejo de percevejos

Simone Martins – Embrapa Milho e Sorgo

15/09/22

13:30 as 14:30

(50 minutos de apresentação + 10 minutos de perguntas e respostas)

Uso de feromônios e plantas armadilhas como estratégia de monitoramento e controle de percevejos no sistema produtivo soja/milho

Raul Laumann – Embrapa Cenargen

15/09/22

14:30 as 15:10

(30 minutos de apresentação + 10 minutos de perguntas e respostas)

Uso de RNAi como ferramenta de manejo de percevejos

Américo Viana – Embrapa Soja

15/09/22

15:10 as 16:30

(60 minutos de apresentação + 20 minutos de perguntas e respostas)

Estratégias de controle químico de percevejos em soja e milho

Samuel Roggia – Embrapa Soja

15/09/22

16:30 as 17:30

(45 minutos de apresentação + 15 minutos de perguntas e respostas)

Oportunidades e desafios no controle biológico de percevejos no sistema produtivo soja/milho

Adeney de Freitas Bueno – Embrapa Soja

15/09/22

17:30 as 18:00

Debate final entre palestrantes e público e encerramento do curso

Todos os palestrantes

 

SERVIÇO
Curso: Manejo de Percevejos no Sistema Produtivo Soja-milho
Data: dias 14 e 15 de setembro
Horário: 13h30 às 17h10
Inscrições aqui: http://www.abms.org.br/abms_conteudo/index.php?class=LoginForm

Fonte: Embrapa

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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